A chuva contínua que insiste em desagüar em Bauru desde o início do ano deu uma trégua nos últimos dias. Com isso, os consumidores prestigiaram o comércio central para aproveitar as ofertas do segundo Bota-Fora de 2007. A liquidação conjunta das lojas do Calçadão da Batista e ruas adjacentes, que oferece descontos de até 70% e prazos de pagamento atraentes, começou na quinta-feira e se prolongou até as 18h de ontem.
O repeteco do Bota-Fora realizado na semana anterior não foi tão positivo se analisado individualmente, diz o vice-presidente da Associação das Empresas do Calçadão (AEC), Francisco Alberto de Bernardis. Para ele, as vendas da primeira edição do evento somadas à segunda etapa, se comparadas à mesma promoção do ano passado podem significar incremento em torno de 2% nos resultados.
Muitas sobras do Natal que não conseguiram ser vendidas pelos lojistas na primeira edição do Bota-Fora por conta da chuva, foram liquidadas nos últimos três dias. “Os comerciantes tinham estoques e precisavam desovar essas mercadorias para poder adquirir a nova coleção”, observa Bernardis.
As mercadorias expostas do lado de fora das lojas são sempre muito atrativas para as compras, porque além de facilitar o acesso, deixam o consumidor à vontade para olhar e pesquisar preços. A dona de casa Doroti Medeiros Prado, por exemplo, encontrou o produto que procurava em uma das bancas distribuídas pelas quadras do Calçadão.
Na opinião dela, esperar o Bota-Fora depois das festas de final de ano é sinônimo de economia. “O preço é bem mais barato, valeu a pena esperar. Encontrei o produto que queria com um desconto vantajoso”, avalia.
Cícera Alves e Juliana Sieno saíram de Santa Cruz do Rio Pardo e vieram para Bauru para aproveitar as ofertas. Na opinião delas, os descontos nas peças de vestuário e de sapatos compensaram a viagem. “Fizemos bons negócios. Encontramos produtos com 50% de desconto.”
Mas nem todos que estavam no Calçadão ontem foram às compras. Alguns aproveitaram o dia sem chuva para passear ou simplesmente tomar um lanche, como Wellington Luiz de Campos. Ele levou a mulher e a filha para comer antes da sessão de cinema. “Compras, não. Este mês tem IPVA e IPTU para pagar”, pondera Campos.
Um por ano
Na opinião do comerciante José Carlos Zaratine, o ideal é que o comércio central faça apenas um evento desse tipo por ano. “É melhor fazer um evento forte. O repeteco não tem a mesma repercussão do primeiro.”
O movimento de ontem no comércio central não entusiasmou Zaratine. “Se somarmos os dois Bota-Fora, as vendas foram boas”, avalia.