Internacional

Para premiê palestino, Israel e EUA forçam ‘guerra civil’

Folhapress
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Gaza - O premiê palestino, Ismail Haniyeh, integrante do Hamas, acusou ontem os Estados Unidos e Israel de tentarem “empurrar os palestinos para a guerra civil”, poucas horas antes da chegada na região da secretária de Estado americana, Condoleezza Rice.

“As políticas americanas e israelenses buscam empurrar o povo palestino para a guerra civil e para conflitos com a finalidade de que o conflito entre israelenses e palestinos se torne um combate entre os palestinos”, disse Haniyeh.

O premiê palestino acrescentou: “As políticas americana e israelense repousam sobre outras bases: impedir a instauração de uma verdadeira unidade nacional e impedir, inclusive, a formação de um verdadeiro governo de união que expresse a vontade e as ambições do povo palestino”.

Haniyeh pediu aos palestinos que ponham fim às disputas internas entre facções rivais e que formem um governo de união nacional. “Convoco o povo e as facções, especialmente o Hamas e o Fatah, a suspenderem todo tipo de enfrentamentos internos”, disse Haniyeh num discurso transmitido pela rede de TV “Al Jazira’.

Depois que o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, anunciou em dezembro suas intenções de antecipar as eleições presidenciais e legislativas, a violência se agravou nos territórios palestinos, especialmente na faixa de Gaza. O Hamas rejeitou desde o princípio a convocação de novas eleições, vistas pelo movimento como um “golpe de Estado” e um ato ilegítimo.

Para Haniyeh, a “formação de um governo de união nacional e a manutenção dos princípios palestinos” é a melhor solução para pôr fim à crise política e econômica que atingiu os territórios palestinos depois do embargo da comunidade internacional ao Executivo do Hamas.

O premiê reiterou que qualquer novo governo deveria defender os princípios básicos para o povo palestino, como Jerusalém, o retorno de refugiados e prisioneiros e a unidade do povo, onde quer que se encontre.

“Peço a retomada do diálogo nacional, para que se alcance um movimento de coalizão que se baseie no ‘Documento dos Prisioneiros para um Acordo Nacional’’, ressaltou Haniyeh, ao referir-se a um texto que defende o reconhecimento implícito de Israel e que o Hamas rejeitou quando foi apresentado.

O primeiro-ministro acrescentou que as facções deveriam pôr fim a suas campanhas de instigação contra grupos rivais. Ele ressaltou ainda que o governo do Hamas continuará encaminhando seu esforços para pôr fim ao embargo e ao sofrimento do povo palestino.

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