Israel - A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, reuniu-se ontem com o premiê israelense, Ehud Olmert, em Jerusalém.
Durante o encontro, ambos concordaram em agendar uma reunião a três com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.
Não foi determinada oficialmente a data da reunião, mas a secretária de Estado, que deixou Israel rumo ao Egito, e deve voltar à região somente para participar do encontro.
Durante a reunião, Olmert disse a Rice estar disposto a adotar medidas para aliviar a condição dos palestinos se Abbas não se desviar do chamado “Mapa do Caminho”, o plano de paz elaborado em 2003 pelo Quarteto de Madri e adotado por toda a comunidade internacional.
Segundo fontes do governo israelense presentes no encontro, citadas pelo jornal “Haaretz”, Olmert ressaltou que seu governo é “pacífico”, mas que a paz com os palestinos depende de três fatores: o reconhecimento de Israel, a aceitação dos acordos de paz e o fim da violência.
Domingo, o chefe do Shin Bet (serviço secreto) afirmou que a violência entre o Fatah e o Hamas, que deixou mais de 20 mortos na semana passada, “passou dos limites” e que as duas facções deveriam concordar a respeito da formação de um governo de coalizão.
Fontes do governo israelense em Jerusalém criticaram o governo palestino, dizendo que o Hamas e o Fatah estão voltados para a disputa interna por ministérios do novo governo em vez de se comprometerem com os acordos de paz com Israel.
Reunião
Domingo, durante reunião com Abbas em Ramallah, Rice reiterou a necessidade do compromisso palestino com o “Mapa do Caminho”.
Após o encontro, Abbas disse que não irá concordar com a formação de um Estado palestino com fronteiras temporárias, como prevê o plano de paz. “Essa não é uma possibilidade realista, com a qual podemos trabalhar”, afirmou Abbas.
Segundo Rice, os EUA pretendem “aprofundar seu envolvimento” no processo de paz. Recentemente, houve rumores a respeito de um encontro entre líderes do Fatah e do Hamas em Damasco, que visaria acertar os detalhes a respeito de um governo de união nacional.
Questionado a respeito, Abbas negou, no entanto, a possibilidade de o encontro acontecer. Segundo o “Haaretz”, o líder do grupo Irmãos Muçulmanos no Egito, Mohammed Akef, teria mediado a negociação do encontro entre Khaled Meshal, líder do Hamas na Síria, e Abbas.