• Funcionários
O novo presidente da Fundação de Previdência (Funprev), Gilson Gimenez, já se prepara para buscar apoio junto à Prefeitura de Bauru e a Câmara Municipal para tentar a aprovação de lei que autorizaria aumentar o quadro de funcionários da fundação. A Funprev realmente vai precisar readequar sua estrutura em alguns setores, mas é preciso que Gimenez venha a público para discutir a proposta, defendendo o que é prioridade e o porquê.
• Necessidades
E enquanto Gimenez tenta se inteirar do tamanho da estrutura que passou a gerir e que administra nada menos que R$ 80 milhões em caixa – com poder de escolher em que banco realiza aplicações financeiras com boa parte dessa dinheirama do servidor –, vale apontar que a Funprev precisa se estruturar, e rápido, na área de perícia médica e na Procuradoria Jurídica.
• Emergência
O contrato de realização de perícia foi feito em regime de urgência por 180 dias e o prazo termina em abril. A Procuradoria Jurídica conta com apenas um profissional, o que visivelmente gera acúmulo de processos e demora na avaliação de procedimentos de dezenas de pessoas. A Funprev também cedeu a única assistente social que dispunha para o Gabinete do prefeito e tem deficiências na área de contadoria.
• CEI é lembrada
A repetição de problemas com o armazenamento, distribuição e consumo de gêneros alimentícios na Prefeitura de Bauru apimentou as conversas de alguns parlamentares ontem e, entre críticas duras contra o prejuízo gerado pela perda de mais 1.166 quilos de carne, não faltou quem já defendesse a necessidade de nova Comissão Especial de Inquérito (CEI). Na área de gênero alimentício já ocorreram duas nos últimos anos, uma sobra distribuição de leite e outra de compra de carne.
• À disposição
Para alguns parlamentares, inclusive o presidente da Câmara Municipal, Paulo Madureira (PP), a secretária de Educação, Ana Daibem, também deveria ser afastada do cargo para a apuração do episódio, até em função da reincidência. Na avaliação de Madureira, a medida é antes de tudo de firmeza política, além de funcionar como antídoto contra eventual dificuldade de gerenciamento nos comandos internos da administração.
• Muito trabalho
E enquanto parlamentares discutem a viabilidade ou não de também apurar internamente o apodrecimento de carne na área de merenda, a Corregedoria da prefeitura corre atrás de informação sobre a não utilização de 20 pacotes de leite, ocorrida no início de 2006. O leite já azedou, mas ainda não se tem notícia sobre de quem foi a responsabilidade, se foi da merendeira que se recusou a usar o produto ou de outro servidor.
• Orçamento gordo
A compra, armazenamento, distribuição e preparo de produtos somente para a merenda escolar executa uma logística que teve orçamento de R$ 2,7 milhões em 2006. A União repassou R$ 2 milhões e o Estado R$ 700 mil, sendo que o último ainda forneceu alguns presentes de grego, como as cinco toneladas de molho de tomate em pó. Para ajustar essa engrenagem é preciso gente treinada, estrutura física e ferramentas eficientes, além de comando.