Bairros

‘Salário é um dos principais agravantes para insatisfação’

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

Os baixos salários são apontados pelo coletor e diretor do sindicato Valdecir Rosa como um dos principais motivos de insatisfação entre a categoria. De acordo com ele, contando o benefício pago a mais pela atividade insalubre e o biênio (cerca de 2,5% a mais do salário a cada dois anos de casa), o provento pago no final do mês não ultrapassa R$ 750,00 (bruto).

Por causa da situação, muitos trabalhadores levam jornada dupla, pois assumem “bicos” fora do expediente. “Têm pais de família, por exemplo, que recebem cerca de R$ 200,00 por mês por causa dos descontos com farmácia e empréstimos (consignados em folha de pagamento)”, comenta Rosa.

O controle de dívidas pessoais não é de responsabilidade da Emdurb, informa o presidente empresa, Carlos Barbieri. Ele garante, porém, que não há coletores com salários brutos inferiores a R$ 1.100,00. O valor é superior aos proventos pagos pela prefeitura e outros segmentos do mercado, diz Barbieri.

Uma outra queixa dos coletores é com relação à pressão feita pela chefia. Ela ameaçaria os funcionários que não aceitam trabalhar após o expediente. Muitos deles permaneceriam parados das 7h às 13h aguardando reparo de caminhões. Depois do término do horário normal de trabalho, seriam obrigados a ir de novo para as ruas, sob risco de terem o nome levado à Corregedoria.

A situação já começou a ser apurada pela presidência da Emdurb, que anuncia a liberação de vale-refeição a curto prazo. A decisão já foi tomada, resta agora o processo licitatório, informa Barbieri. A medida vem ao encontro dos anseios dos coletores, que reclamam da precariedade da alimentação servida.

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