• Em estado bruto 1
Nem só de automóveis glamourosos e sedutores vive o Salão de Detroit. Em áreas menos visíveis dos estandes, alguns modelos de estética bastante questionável também aproveitam para se exibir. Entre os mais estranhos, um dos destaques é o Chevrolet Kodiak. Produzido numa parceria da General Motors com a empresa Monroe Truck Equipament, do estado americano de Wisconsin, o estranho modelo tenta ser algo entre uma pick-up e um caminhão. Oferecido em versões de cabine simples e dupla, como tração 4X2 ou 4X4, o Kodiak tem quatro diferentes opções de motorização, sendo três a diesel e uma a gasolina, variando entre 304 cv e 340 cv de potência máxima e entre 63 kgfm e 86 kgfm de torque.
• Em estado bruto 2
Apesar da aparência um tanto assustadora, valorizada pelos generosos cromados e pelos imensos espelhos retrovisores de caminhão, o brutamontes até que tenta ser aconchegante. Oferece, em sua lista de opcionais, itens como DVD player, sistema de navegação por GPS, teto solar, bancos em couro no estilo poltrona – que são inflados com ar – e muitos detalhes em madeira. Tudo bem ao gosto do consumido americano. Para sustentar tudo isso, rodas de alumínio e pneus 225/70 R19 na versão 4X2 e 245/79 R19 “on/off-road” na versão 4X4. No mercado americano, o modelo completo sai por pouco mais de US$ 94 mil, algo em torno de R$ 207 mil.
• Correr para crescer
A Ford anunciou – de uma só vez – duas grandes ações para 2007: a compra da Troller, fabricante brasileira de veículos “off-road”, e um novo ciclo de investimentos de R$ 2,2 bilhões no Brasil, para o período de 2007 a 2010. O investimento bilionário será somado aos R$ 300 milhões anunciados em 2006 e serão destinados à produção de um novo modelo popular, que será feito na fábrica de São Bernardo do Campo, e o aumento da capacidade da linha de produção da fábrica de Taubaté. Já a aquisição do Troller tem como objetivo fortalecer a presença da Ford no Nordeste, além de aumentar a fabricação de veículos “off-road” da marca.
• A hora da retomada
A Renault está planejando para o terceiro trimestre de 2007 a retomada de seu crescimento nas vendas. No plano mundial, em 2006 houve uma queda de 4%, mas esses números divergem de um país para outro. No Brasil, as vendas em 2006 aumentaram 8,5% graças ao lançamento dos modelos Mégane e Mégane Grand Tour, que venderam mais de 6.000 unidades – no total, a Renault alcançou 51 mil unidades no ano. Para 2007, a empresa aposta no Renault Logan e numa renovação caseira do Clio. O Logan já está sendo fabricado em São José dos Pinhais, no Paraná, e chegará ao mercado na versão sedã, a princípio, em março. Depois virão configurações com hatchback e perua.
• Tudo como antes
O ano de 2006 que não aconteceu para a Kia Motors no Brasil. A marca fechou com 3.156 unidades, irrisórios 0,9% a mais que em 2005, apesar de o mercado ter crescido 12,4%. Parte desse fraco resultado foi causado pelo fim da produção da van Besta, que correspondia a quase metade das vendas da marca no Brasil. O projeto da marca para 2006 foi se desvencilhar da imagem de montadora de utilitário e passar a vender mais carros de passeios. Não deu muito certo: o caminhãozinho leve Bongo assumiu o posto de carro-chefe da marca, com 37,4% das unidades vendidas. Em seguida vêm o jipinho Sorento, com 20,1%, o sedã médio Cerato, com 13,7% e o subcompacto Picanto, com 9,8%.