Recife conta com muitas obras majestosas igrejas e igrejinhas simples, mas carregadas de romantismo, como a do Pilar e do Terço – lá os carrascos se negaram a enforcar Frei Caneca.
Para quem está na rua do Imperador, a dica depois de sair da Igreja de São Francisco é seguir até a igreja do Divino Espírito Santo, construída pelos jesuítas, freqüentada pela alta sociedade recifense e que recebeu em 1910 o corpo de Joaquim Nabuco.
Também merecem paradas a secular igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos (construída entre 1725 e 1777) com colunas barrocas e imagens setecentistas; a Matriz de Santo Antônio, que domina a Praça da Independência e conserva sua primitiva aparência, e a da Conceição dos Militares, na rua Nova, que foi outrora uma das mais chiques do Recife, construída por uma irmandade integrada por oficiais, sargentos e soltados entre um comércio variado e requintado.
O templo é exuberante, com imagens barrocas setecentistas e detalhes preciosos que se integram ao conjunto harmonioso: o nicho com a imagem da padroeira, o arco da capela-mor com o brasão colorido da irmandade, os altares laterais, o púlpito e as tribunas em estilo Dom João 5, o teto ilusionista, as tribunas e sanefas.
O forro do coro, também segundo o padre Antônio Barbosa, é “o mais ornamentado do Recife e talvez do Brasil”.