Ser

Com licença...

Consultoria: Glorinha Braga Ortolan*
| Tempo de leitura: 3 min

Vida e civilidade

Não tenho dúvidas a respeito de que a dignidade do homem sustenta-se sobre o seguinte tripé: família, trabalho e religião.

A família é o teto que nos acolhe, o tapete que amacia os nossos passos, a consolação, o carinho, a sinceridade de sentimentos, o alimento que nos dá vitalidade, enfim, é o nosso porto seguro.

O trabalho é a nossa realização como ser humano, contribuindo para a construção de uma humanidade mais justa.

A religião é o cajado que alivia a caminhada, ajudando-nos nas subidas e decidas, no solo pedregoso ou no barro, no sol ou na chuva. É a nossa sustentação no caminho árduo ou fácil e no bom ou no mau tempo.

Em uma família educada não há gritos. Todos se respeitam, apesar da divergência de idéias, que são discutidas com palavras escolhidas, sem necessidade de palavrões e ofensas. As palavras mágicas: obrigado(a), com licença, desculpe-me e por favor são proferidas naturalmente, sem afetação ou obrigação. Cada elemento desta célula social deve ser responsável pelos seus atos.

O trabalho é mágico; além de trazer o sustento de cada dia, nos conduz a um aperfeiçoamento intelectual, pois exige de nós capacidade, tolerância, estudo, disciplina e nos permite assistir o tempo passar sabendo que estamos produzindo.

A religião, através da fé, não deixa os nossos dias se transformarem em noites permanentes. Ela nos dá a certeza de que, depois da noite, o sol nascerá. Entendemos que a humildade nos faz grandes e que a caridade nada nos rouba, mas sim nos enriquece. Em um coração que abriga a fé não há lugar para a violência. Uma oração em família fortalece os laços de amor.

Em todos os momentos da vida, assim compartilhados com outras pessoas, ou simplesmente conosco mesmo, a civilidade está presente. Tenho certeza que viveremos mais felizes sendo generosos com a nossa pessoa e com as que estão ao nosso redor.

Andar de mãos dadas com a civilidade é segurança para que não caiamos na indelicadeza, machucando alguém, quem quer que seja.

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Vou me casar no dia 3 de fevereiro e a responsável pelo cerimonial me disse que se perde 1 hora para cumprimentar cada 100 convidados. Como serão 300 convidados, eu poderia cumprimentar e agradecer pelo microfone? (Patrícia)

Resposta: Não responda pelo microfone.

Após a cerimônia religiosa, dirijam-se diretamente para o local onde será a recepção. Durante esta, você agradecerão as pessoas e receberão os cumprimentos.

Mas ...cuidado; todos os convidados devem receber os seus agradecimentos. Felicidades!

Não gosto de comida chinesa e fui convidada para uma festa onde será servido este tipo de comida? É melhor eu não ir à festa? (Taís)

Resposta: Não deixe de ir à festa por essa razão. Coma antes, na sua casa.

Acredito que há de haver alguma coisa que lhe agrade.

Sirva-se em pequenas porções, mas não deixe o prato vazio.

Não comente com ninguém que você não aprecia este tipo de comida. Divirta-se.

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* Educadora e consultora de etiqueta social e profissional e autora dos livros “Educação e Requinte” e “Com Licença ... preceitos de civilidade e cidadania”

www.educacaoerequinte.com.br

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