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Por Cristiane Goto | Com Redação
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O scrapbooking busca preservar o cotidiano, costumes e sentimentos em forma de palavras e em fotografias. De acordo com o livro “Criando Memórias” (editora Scrapping Mania), de Ana Rocha, a primeira referência que se tem ao nome scrapbooking vem de 1598. Filósofos e pensadores tinham por hábito registrar suas discussões filosóficas e religiosas atreladas à alguma forma de ilustração. Ao longo do século 18 percebeu-se a expansão do scrapbooking junto às classes privilegiadas.

No final do século 19, com o surgimento da fotografia, houve grande popularização do registro visual em detrimento ao hábito da escrita como forma de perpetuar e valorizar as tradições. A difusão da pesquisa genealógica e a preocupação em preservar a história familiar por diferentes religiões protestantes, em especial os mórmons, fez com que o scrapbooking ganhasse destaque no setor do artesanato na América do Norte.

Durante a Conferência Mundial de Estudos Genealógicos em Utah, em 1980, a família Christensen exibiu 50 álbuns de scrapbooking contando a história e tradições da família, demonstrando preocupação especial em relação à preservação das imagens. Nessa época, foi se utilizada, pela primeira vez, protetores plásticos livres de acidez – que, com o passar do tempo, “amarelavam” papéis e fotografias).

A partir daí, a arte do scrapbooking passou a contar com diversos investimentos na fabricação de produtos para aumentar a longevidade das imagens e do registro escrito. Atualmente, a indústria de scrapbooking movimenta grande fatia do mercado artesanal norte-americano e vem conquistando cada vez mais espaço no Brasil.

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