Economia & Negócios

‘Plano é razoável’, diz economista

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 1 min

Na avaliação do economista e professor Adriano Fabri, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) poderia ser melhor. Segundo ele, não há motivos para se esperar grande impacto do programa neste ano, já que as medidas favorecem muito mais os investimentos do que o consumo.

Ele destaca ainda que o desempenho da economia em 2007 também dependerá do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), no que diz respeito às taxas de juros. “O lado negativo do pacote é que ele não traz, claramente, instrumentos para controlar os gastos públicos. Essa medida seria necessária para acelerar o crescimento”. Fabri destaca que o governo precisa gastar menos e mais racionalmente para diminuir a carga tributária, a qual é uma das mais altas do mundo. “Enquanto os países emergentes possuem uma carga tributária de 25%, a do Brasil chega a quase 40%”, acrescenta.

Fabri considera que os setores da economia que mais poderão ser beneficiados com o PAC em Bauru são a construção civil, o mercado imobiliário em geral, os negócios relacionados à infra-estrutura e os setores públicos e privados para investimentos.

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