Economia & Negócios

35% da frota da região têm seguro

Por Gustavo Cândido | Colaborou Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 4 min

Segundo números médios estimados do mercado de seguro, a região de Bauru é a segunda do Estado em percentual de segurados, perdendo apenas para a Capital. A informação, baseada em dados de 2005, os mais recentes, são do presidente do Sindicato dos Corretores de Seguro do Estado de São Paulo (Sincor-SP), Leoncio de Arruda, que esteve na cidade na semana passada para a reunião anual do Sincor com os mais de 600 corretores de Bauru e região. De acordo com Arruda, na área da Delegacia Regional do Sincor-SP de Bauru, que abrange 51 cidades, cerca de 35% dos veículos têm seguro.

No setor industrial, aproximadamente 50% das empresas têm algum tipo de veículo e entre a população cerca de 12% já fizeram seguro de vida e quase 5% já protegeram sua residência. Na opinião do presidente do Sincor-SP, os percentuais podem estar relacionados à predominância do comércio na região, principalmente em Bauru. A possibilidade de um acidente ou prejuízo no setor teria feito com que os empresários ficassem mais precavidos.

No caso dos automotivos, a razão seria outra. “A frota de veículos daqui não é tão envelhecida, por isso as pessoas fazem mais seguros”, diz, lembrando que 70% dos seguros de automóveis feitos no Brasil são de carros com até 10 anos. Os números são considerados bons para o setor por Arruda, mas a intenção do Sincor-SP é ampliar a atuação na região e no Estado, enfatizando a importância da figura do corretor que, segundo ele, é a garantia de um atendimento perfeito no caso de um acidente ou de qualquer tipo de necessidade do segurado.

Para Primo Mangialardo, empresário do ramo de seguros, a porcentagem de veículos segurados em Bauru ainda é pequena. “A cultura do brasileiro ainda não é de ter seguro, apesar de em Bauru os valores das apólices serem mais baixas do que cidades como Campinas, que é mais violenta. Aqui, como a criminalidade não é tão alta, o seguro é mais barato. O risco do evento, no caso do veículo ser levado por ladrões, é um dos critérios para chegar ao valor do seguro”, comenta.

Ele ressalta, no entanto, que é muito comum as pessoas suspenderem o seguro quando o veículo é quitado. “Muitas pessoas fazem seguro enquanto estão pagando o carro porque temem ficar sem ele e continuar com a dívida. Mas quando quitam o carro, acabam deixando o seguro”, frisa.

Segundo Arruda, uma das grandes novidades do mercado de seguros para 2007 é a mudança da lei dos resseguros (o seguro do seguro, que acontece quando uma seguradora não possui lastro para garantir um bem e faz um novo seguro para assegurar a operação).“Com essa mudança na lei, que só precisa ser regulamentada, todas as resseguradoras podem competir. Vai haver ainda uma reserva de mercado de 60% para o IRB, mas a concorrência vai aumentar”, diz.

Outra boa nova do setor é o chamado seguro popular, que deve ser normatizado pela Superintendência de Seguros Privados (Susepi) até o meio do ano e vai criar uma nova modalidade de seguro para automóveis. Os detalhes ainda precisam ser acertados, mas, em linhas gerais, o novo seguro seria mais barato, porém, teria uma cobertura menor.

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Seguro de vida é fundamental?

“Não é verdade que todo mundo tem que fazer seguro de vida, se ninguém depende de você, você vai estar jogando dinheiro fora se fizer esse tipo de seguro.” A frase surpreende por ter vindo do presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros do Estado de São Paulo, mas ilustra um ponto de vista racional sobre o tema.

Segundo Leoncio Arruda, o seguro de vida serve para garantir um padrão de vida para a família caso a pessoa venha a morrer. Ou seja, quem não tem dependentes não precisa fazer esse tipo de seguro. O mesmo vale, de acordo com ele, para as pessoas que têm imóveis, outros bens e todos os seus dependentes estabilizados financeiramente.

Já para quem possui dependentes, Arruda recomenda uma conta simples na hora de calcular o seguro: quanto vai ser necessário para que os filhos, parceiros ou parentes vivam bem, estudem e tenham algum conforto caso a pessoa morra. “Se alguém depende de você, você tem que fazer seguro”, enfatiza.

No caso da previdência privada, Arruda não faz ressalvas. “Aí é você quem vai utilizar esse benefício para ter um padrão de vida melhor no futuro. Se você ficar só com o dinheiro que o governo paga, você está fadado a um total insucesso na sua vida”, afirma.

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