Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Subvenção

Circulou ontem por algumas creches mantidas por entidades assistenciais que a Prefeitura de Bauru teria reduzido o valor per capita por criança para este ano, o que justificaria a redução no número de vagas oferecidas. A questão é que o valor das subvenções para as unidades mantidas por terceiros ainda nem foi divulgada e, por isso, é preciso que a Secretaria Municipal de Educação indague junto às entidades qual a motivação para a informação truncada que está chegando a alguns pais.

• De “férias”

O secretário municipal de Finanças, Edmundo Albuquerque dos Santos Neto, ainda estará gozando seu descanso anual até o próximo final de semana. Mas nem bem retornou de uma viagem já foi visto no primeiro andar da Prefeitura de Bauru ontem. Apesar do descanso, Albuquerque foi ver de perto as planilhas sobre o balanço do último mês de 2006 e aproveitou para dar uma olhada em outros documentos. Na próxima segunda-feira ele estará de volta.

• Boa receita

Para o secretário de Finanças, o resultado da arrecadação de 2006 foi bom. Conforme publicado no Diário Oficial de Bauru de hoje, o ano fechou com receita de R$ 239 milhões e, como antecipamos na semana passada, o crescimento acima da média de 10% - em relação a 2005 – foi superior na entrada de recursos do IPTU, cuja planta de valores sofreu revisão neste governo, além do Refis que teve reflexos sobre as contas. A frase de Edmundo para avaliar a receita de 2006: “Foi melhor do que a gente esperava”.

• Demandas

A avaliação financeira da gestão pode até ser positiva, mas o secretário Edmundo Albuquerque reconhece que balanço e equilíbrio de contas não geram tantos dividendos políticos. O que conta mesmo diante da grande massa é o atendimento por demandas palpáveis, vistas a olho nu, como asfalto, unidades de saúde equipadas e com estrutura de profissionais, e máquinas trabalhando. E para isso não basta comprar toneladas de massa asfáltica. É preciso muito mais.

• Bom de conta

Por falar em números, a passagem de Célio Bucceroni pela Emdurb foi rápida, mas produtiva em termos financeiros. Se no primeiro semestre de 2006 a empresa municipal acumulou déficit de R$ 450 mil, no segundo semestre, quando o ex-assessor de José Clemente Rezende no DAE esteve por lá, a cifra caiu para R$ 200 mil. Parece estranho, mas para quem está na pindaíba e com acúmulo de dívidas, como a Emdurb, reduzir prejuízo é algo a se comemorar. O déficit no final de 2005 foi de R$ 1,7 milhão, finalizando o ano passado em R$ 650 mil.

• Parte do bolo

E já que o assunto é cifra, número, porque sem dinheiro gestão pública nenhuma anda, os 12 governadores que se reuniram ontem para buscar uma pauta comum junto ao presidente Lula (PT) como contrapartida de apoio ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) decidiram que vão pedir 20% da CPMF para os Estados e outros 10% para ser dividido junto aos Municípios. A partilha da CPMF, contribuição inserida para gastos na saúde, lembre-se, foi o principal item da pauta comum.

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