Dupla centenária
Se as chuvas derem uma trégua, nos dias 10 e 11 de fevereiro próximo, o Bauru Tênis Clube estará realizando o torneio “Dupla Centenária”. Marcado anteriormente para dezembro ultimo, depois adiado devido as chuvas, esperamos que dessa vez os jogos aconteça. As duplas que já haviam feito as inscrições devem entrar em contato com a Angélica no Clube de Campo (32235142) para confirmarem a participação. Para aqueles que por algum motivo não haviam se inscrito e querem jogar, o prazo para as inscrições e também as confirmações vai até o dia 04 de fevereiro também com a Angélica ou com a Rubia, 3104-5655 no BTC da cidade. Não custa lembrar que somente poderão participar as duplas cuja a soma das idades dos parceiros for de no mínimo 100 anos.
O fantástico Federer
O tenista suíço Roger Federer, campeão do Aberto da Austrália, não para de surpreender mesmo aqueles mais entendidos em tênis. Aqui estão alguns itens que faz de Federer um dos maiores jogadores de tênis de todos os tempos, para muitos já é o maior de todos. Ele é o único jogador da “Era profissional” a ganhar dez ou mais títulos num mesmo ano, por três anos consecutivos (2004-2006). Sua pontuação no final do ano passado foi de 8.370 pontos, 3900 a mais que o segundo colocado, Rafael Nadal. Apenas para que se tenha uma idéia, a diferença de pontos entre Federer, nº 1, e Nadal, nº 2, seria suficiente para por um tenista de nº 3 do mundo. Já ganhou dez títulos de Grand Slam até os 25 anos. O único a ter melhor marca é Bjorn Borg, com dez títulos aos 24 anos. É o recordista em premiação numa mesma temporada, ganhou mais de 8 milhões de dólares em 2006. Antes dele, Pete Sampras ganhou 6,5 milhões de dólares em 1997. Em fevereiro, quebrara o recorde de Jimmy Connors de 160 semanas consecutivas como número 1 do mundo. Federer teve uma média na temporada de 2006 de apenas 1,2 duplas faltas por jogo, que o faz também o jogador que menos duplas faltas fez durante o ano, se comparado aos outros 50 melhores do mundo.
Fazendo a diferença
Quem acompanha o tênis e assistiu algumas partidas do Aberto da Austrália, que terminou no ultimo domingo, pode perceber mudanças radicais (para melhor) em alguns jogadores graças a seus técnicos. Aos 26 anos, Fernando Gonzáles parece não apenas tecnicamente melhor, mas muito mais forte de cabeça. Aquele jogador instável, que vivia quebrando raquetes, perdendo jogos ganhos, já não existe mais. Isso tudo se deu depois que passou a ser treinado pelo norte-americano Larry Stefanki, que melhorou também sua esquerda e seu saque, haja visto que Gonzáles foi o jogador que mais “aces” (saque indefensável) fez em todo o torneio. Já Rafael Nadal deixou evidente que não pode continuar a ser treinado pelo seu tio Tony. Suas limitações ficam claras pela falta de alternativas de Nadal em partidas contra adversários agressivos. Na partida em que foi derrotado para o chileno Gonzáles, que estava com sua direita iluminada e o saque também, Nadal parecia simplesmente despreparado para uma mudança de tática e tentar mudar o jogo, coisa muito comum até para jogadores de clube. No tênis profissional, chega um ponto que todos batem bem esquerda, direita etc. O que acaba fazendo a diferença é a confiança, a postura o esquema tático, físico e outras coisas, aí quem tem um bom técnico a seu lado leva vantagem.
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Dica
Muitos jogadores (principalmente os iniciantes) têm dificuldade em coordenar o movimento da raquete com o lançamento da bola. Apesar de não gostar de quebrar o movimento (que deve ser contínuo), seria recomendável dividi-lo em três etapas: 1 movimento da raquete; 2 lançamento da bola e 3 impacto. Coloque a raquete atrás da cabeça. Feito isso, a bola já pode ser lançada. Está resolvido o problema de coordenação do lançamento da bola com o movimento da raquete. É bom lembrar que essa divisão deve ser temporária, somente até o jogador sentir a relação entre o lançamento da bola e o movimento da raquete.
Curiosidade 1
O chileno Fernando Gonzáles, vice-campeão, foi o terceiro tenista sul-americano a participar da final do Aberto da Austrália na chave masculina. O último a conseguir tal façanha havia sido seu compatriota Marcelo Ríos, que ficou com o vice em 1998 ao ser derrotado pelo checo Peter Korda. Antes dos chilenos, quem brilhou foi o argentino Guillermo Villas, que conquistou dois títulos: 1978 e 1979 e um vice, em 1977.o saibro: Tomas Muster (AUT) com 40 vitórias em 1995.
Curiosidade 2
A Copa Davis permite que o jogador mude de país? Gustavo Kuerten poderia algum dia jogar pela Argentina? Ou Roger Federer defender o Brasil? Sim, a mudança de nacionalidade está autorizada pelo regulamento da Copa Davis. As exigências são: o tenista precisa estar naturalizado, morar pelo menos dois anos consecutivos no novo país e não ter disputado jogos pela Davis sob outra bandeira nos últimos 15 meses. Fazendo a diferença.