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Família da sétima vítima da cratera nega envolvimento com o tráfico

Folhapress
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SãoPaulo - Os filhos do office-boy Cícero Augustinho da Silva, 60 anos, a sétima vítima no desabamento das obras do metrô na zona oeste, divulgaram ontem nota em que afirmam “indignação” em relação à divulgação, feita pela polícia, de que foram encontrados 13 papelotes de cocaína na roupa de Silva. “Reiteramos que nosso pai sempre foi um exemplo de cidadão digno, trabalhador, e em nenhum momento tivemos conhecimento de qualquer atitude suspeita em relação à sua vida. Acusações sem fundamentos não devem ser aceitas, ainda mais tão graves”, conclui a nota, assinada por Alex e Alexandre Lima da Silva.

O fato não deve interferir no pagamento da indenização, segundo o advogado Carlos Alberto Sanseverino: “O cálculo será feito sobre o que ele ganharia no trabalho”.

Obras

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo entrou na tarde de ontem com uma representação junto ao Ministério Público Estadual e outra junto ao Ministério Público do Trabalho pedindo a paralisação das obras da linha 4-amarela do metrô de São Paulo. Os ações foram protocoladas na tarde de ontem.

Segundo o sindicato, a intenção é a de que as obras sejam paradas para que ocorra “uma auditoria técnica em toda a sua extensão, com o objetivo de dar segurança aos trabalhadores e à população, bem como para que o modelo de contratação ‘turn key’ (preço fechado) seja revisto”, disse o sindicato em nota. Segundo as assessorias de imprensa tanto do Ministério Público Federal quanto do Ministério Público do Trabalho, os protocolos ainda não foram distribuídos aos promotores.

As representações são conseqüência do desabamento no canteiro de obras da linha 4-amarela do Metrô, em Pinheiros (zona oeste), no último dia 12. Sete pessoas morreram no acidente. As obras pararam apenas no canteiro onde a cratera se abriu. Nas demais frentes, as obras seguem. O Metrô foi procurado pela reportagem por volta das 17h50, mas ainda não se manifestou.

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