A Vila Tecnológica vai passar por perícia determinada pela Justiça Federal de Bauru, conforme pedido formulado pela Companhia de Habitação Popular (Cohab) em audiência de conciliação realizada ontem. O juiz Marcelo Zandavali acolheu o pedido e determinou a nomeação de um perito para a identificação das condições físicas, de estrutura, de cada uma das 101 construções no bairro localizado ao lado do Núcleo Geisel.
Uma ação judicial da Procuradoria da República discute os problemas na construção dos imóveis. A ação é contra a Cohab, a Caixa Econômica Federal (CEF) e a União. Mas, com exceção da primeira, das demais rés mostram resistência em discutir os problemas causados aos moradores. A Justiça Federal acolheu liminar, em vigência, que permite a moradores o depósito em juízo das parcelas do financiamento realizado junto à Cohab até a solução da pendência.
Conforme o presidente da companhia, Edison Bastos Gasparini Júnior, há interesse em solucionar os problemas. “Estamos demonstrando à Justiça que há interesse e posição responsável da Cohab no sentido de solucionar esta pendência que se arrasta há anos. Mas a perícia é necessária para se saber a situação real de cada um dos 101 imóveis. Sem isso, ficamos com uma visão parcial do problema e não temos condições de dimensionar nem qual seria o custo para solucionar essa questão, para discutir como resolver e de que forma, com planejamento”, comentou Gasparini Júnior.
Entregue à população em 1996, durante o governo municipal de Tidei de Lima, o bairro experimental tem 12 tipos diferentes de construção, em um projeto experimental lançado pela União e firmado, em Bauru, através da Cohab e CEF. Para evitar que os moradores continuem a ter prejuízos com a habitação enquanto tramita na Justiça a ação que pede reparação dos vícios das casas e indenização, o juiz Marcelo Freiberger Zandavali deferiu liminar (decisão provisória) suspendendo a cobrança das mensalidades.
Os mutuários, se quiserem, passaram a estar autorizados a depositar o valor das prestações em juízo. As casas têm rachaduras, portas empenadas, janelas ameaçam cair em vários dos imóveis e o madeiramento está apodrecendo ou infestado de cupins.
Gasparini Júnior conta que a Cohab atuou em três casos considerados mais graves, realizando a remoção dos moradores para imóveis da companhia em outros núcleos habitacionais. “A perícia judicial que será determinada vai trazer um laudo, uma inspeção física completa de cada uma das casas, o que permitirá caminhar rumo a uma solução”, ampliou.