Economia & Negócios

Após opção, consumidor fica refém

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

Ao escolher um plano, o consumidor torna-se refém dele. Algumas famílias não têm perfil acentuado que facilite a opção entre os dois estabelecidos pela Anatel. Para elas, cinco minutos de ligação seriam suficientes. Encontrarão dificuldade de adaptação, seja lá qual for a alternativa adotada.

Os protestos contra a mudança também referem-se ao fato da cobrança atual não constar entre as possibilidades. O novo sistema chegou ao consumidor de modo impositivo, disseminando a sensação de impotência entre os assinantes da telefonia fixa.

“Todo mundo está indignado. Nós somos muito frágeis. Temos de pressionar (os parlamentares, por exemplo, contra a medida)”, diz o empresário Átila Quaggio Coneglian. Concorda com ele a também empresária Wânia Porto, que já perde noites de sono ao estudar qual será a melhor opção para seu negócio.

“Temos de pressionar contra a Anatel, a Telefonica”, reitera. Mas enquanto isso, o consumidor precavido já deve identificar seu perfil para analisar com calma qual o plano mais adequado para seu caso. Se, em regra, ele faz ligações locais de até três minutos, a melhor opção é ficar com o plano básico, reitera o Idec. Estão incluídos neste caso comerciantes que usam o telefone para fazer ligações rápidas e para dar recados.

Porém, se faz ligações locais com duração superior a três minutos, compensa optar pelo plano alternativo. É o caso de famílias com adolescentes, que geralmente falam bastante ao telefone. O mesmo vale para quem tem Internet com conexão discada.

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