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PMs acusados no caso da morte do milionário da Mega-Sena são detidos

Folhapress
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Rio - A Polícia Civil do Rio prendeu ontem dois policiais militares suspeitos de participar do assassinato, no dia 7 de janeiro, de Rennê Senna, ganhador de R$ 52 milhões da Mega-Sena, em Rio Bonito (75 quilômetros do Rio). Ambos são ex-seguranças do milionário e, segundo a polícia, mantinham laços de amizade com a viúva, Adriana Almeida, 29, presa na última terça-feira. Há três suspeitos procurados. Eles têm mandado de prisão temporária de 30 dias.

Os PMs presos ontem foram identificados como o sargento Ronaldo Amaral de Oliveira e o cabo Marcos Antônio Vicente. A polícia não informou se eles tinham advogados e o que disseram sobre o fato. Segundo a polícia, foi encontrada na casa de um filho de Oliveira uma moto com as mesmas características da usada pelos assassinos do milionário - escura, de 125 cilindradas. Policiais disseram ainda que, como o veículo passou por lanternagem recente, a suspeita é reforçada - os assassinos caíram com a moto após atirarem. Um dos três procurados é Anderson Silva Souza, ex-PM e ex-chefe de segurança de Senna.

A polícia apura se ele deu os tiros que mataram o milionário e desconfia que seja amante da viúva. Outros procurados são Janaína Silva Oliveira, que seria mulher de Souza, e Edinei Gonçalves Pereira, outro ex-segurança do milionário. Rennê Silva havia ganhado os quase R$ 52 milhões da Mega-Sena em julho de 2005. Anos antes tinha amputado as pernas por causa de diabetes.

O delegado Roberto Cardoso confirmou ontem que o assassinato de Rennê tem ligação com a morte do PM David Vilhena da Silva, em 4 de setembro, na zona norte do Rio. Segurança e homem de confiança do milionário, Silva foi morto após descobrir um plano de seqüestro de Rennê traçado por ex-seguranças. Para o delegado, o ex-PM Anderson Silva Souza é o principal suspeito de articular o seqüestro.

Elo com outra morte

O delegado afirmou que, uma semana antes da morte de Vilhena da Silva, Anderson fora demitido pelo milionário após o alerta do PM. Na época, era seu chefe de segurança. Vilhena da Silva foi morto em uma emboscada. No dia do crime, recebeu uma ligação do novo chefe de segurança pedindo para chegar mais cedo porque um colega precisava sair antes. Foi morto por dois homens no caminho para o serviço. Uma pessoa foi obrigada pelos assassinos a levar o corpo, deixado na estrada das Canárias. A testemunha não deu informações sobre os criminosos.

O delegado Cardoso declarou ainda que investigará se a viúva Adriana Almeida tem participação nesse crime. Segundo ele, por enquanto, ela foi arrolada como testemunha e prestará depoimento sobre o caso. Adriana está presa na carceragem da Polinter, em São Gonçalo (30 km do Rio). O advogado Alexandre Dumans pediu ontem habeas corpus à Justiça para colocá-la em liberdade.

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