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Cratera do metrô: desalojados esperam ansiosos hora de voltar

Folhapress
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São Paulo - Moradores que tiveram interditadas suas casas por causa do desabamento nas obras do metrô em Pinheiros (zona oeste de SP) não vêem a hora de deixar os hotéis em que foram hospedados para finalmente voltar para um lar. São 49 famílias hospedadas em quatro hotéis na região próxima ao acidente, cuja diária varia entre R$ 99,00 e R$ 129,00.

Três semanas depois da tragédia - que deixou saldo de sete mortos e 55 imóveis interditados -, é “impossível’’ se acostumar ao novo cotidiano, relatam. “Tudo bem, você está num hotel com boa instalação, mas não é a sua casa. Não dá para ficar 100% à vontade’’, reclama Nilton Tapxure, 43 anos.

“Aqui no hotel, mesmo as coisas pequenas começam a incomodar. Às vezes preciso sair rápido de carro, e ele não está acessível. Daí tenho que pedir para o manobrista, demora.’’

Para as crianças, é ainda pior. “Elas estranham muito, não têm mais o mesmo espaço’’, diz Tapxure, pai de três filhos com idades entre 7 e 17 anos.

O acidente deixou o corretor de imóveis Antonio Manuel Dias Teixeira, 53 anos, não só longe de sua casa como também de parte de sua família. Desde o último dia 12, a mulher e a filha de Teixeira foram para a casa de parentes, em Avaré.

“Elas ficaram muito traumatizadas’’, conta o corretor. Teixeira soube ontem que sua casa terá de ser demolida e não faz idéia de quando terá um lar, novamente.

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