Economia & Negócios

Preço do álcool vai cair entre 5% e 7% até o final da semana

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Até o final desta semana, os motoristas que possuem carros movidos a álcool poderão ter um alívio no bolso. Segundo comerciantes e distribuidores, após o aumento do preço no final do ano passado e uma estabilização nas primeiras quinzenas de 2007, o valor cobrado pelo litro do combustível deve cair em Bauru. A expectativa é que o preço reduza de 5% a 7% nos próximos dias. Hoje, alguns postos já podem ter preço novo nas bombas.

No início da semana, o preço do álcool nos cerca de 100 estabelecimentos que comercializam combustível em Bauru variava entre R$ 1,499 e R$ 1,599 o litro. O preço médio cobrado, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP), realizado no dia 31 de janeiro, era de R$ 1,57 o litro. De acordo com dirigentes do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sincopetro), o preço cobrado pelas distribuidoras estava muito alto, cerca de R$ 1,26 o litro.

O sindicato informou que pressionou as empresas que comercializam o combustível a reduzir o preço do litro do álcool. De acordo com o sindicato, algumas distribuidoras já baixaram esse valor e o consumidor será beneficiado pelo repasse. A expectativa dos comerciantes é que o preço caia em média 7%. Alguns postos deverão apresentar novos valores ainda hoje.

Sérgio Ferreira, diretor comercial de uma distribuidora de combustíveis de Bauru, avalia que a queda de preços será possível graças ao grande estoque do combustível. “O estoque está bom, cerca de 200 milhões de litros. Além disso, já foi divulgado que não será necessário antecipar a safra de cana-de-açúcar”, conta. Ferreira diz que os produtores de álcool também baratearam o combustível. “Houve queda no valor cobrado pelas usinas e quase de imediato baixamos o nosso preço”, conta.

Para Ferreira, será possível chegar a um valor mais justo. “Os comerciantes poderão praticar margens boas. Será bom para distribuidoras, postos e consumidores”, acredita. Para o diretor, a redução será gradual, mas ele avalia que a queda final deverá chegar a 5% para o consumidor. “Quando o preço está alto para o comerciante, o dono do posto vai reduzindo a sua margem para não perder cliente. Até que não pode mais e aí repassa. Mas tem uma hora que o próprio consumidor começa a pressionar”, avalia.

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