Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Processo eleitoral

O prefeito Tuga Angerami (sem partido) comentou ontem que compreende e assimila as críticas contra erros de sua gestão. Mas ele pediu que o processo eleitoral de 2008 não contamine o andamento de todo o trabalho, apesar de admitir que o fato de afirmar que não é candidato acabou colaborando para a antecipação das vontades pessoais e partidárias de inimigos em torno de sua sucessão.

• 12 quilos a menos

O prefeito disse que emagreceu quase 12 quilos no exercício do cargo e atribui o fato a dois fatores principais. O primeiro, o desgaste natural da função, aliado ao cansaço, e o segundo à ampliação das pressões contra algumas áreas de seu governo. Depois da crise da Sear, os problemas na fiscalização do transporte escolar andaram tirando o sono de Tuga além do que ele próprio desejava. Enquanto isso, Paulo Canalli mantem-se agarrado à cadeira da chefia de Gabinete, alimentando insatisfações externas e internas.

• Cidade Judiciária

O prefeito disse que está disposto em negociar um acordo para a liberação da área de 13 alqueires, ao lado do Hospital Estadual (HE), próximo do Núcleo Geisel, que era do Instituto 1º de Agosto, para que uma parte da gleba seja destinada à futura instalação do novo Fórum e afins, a chamada Cidade Judiciária. Tuga disse que empenhou palavra ao Poder Judiciário a respeito.

• Negociação judicial

Mas para que o assunto tenha desfecho positivo, o Instituto 1º de Agosto e a Prefeitura de Bauru precisam discutir um acordo judicial no processo movido pelo governo contra a extinção da instituição. A alternativa seria que a instituição não seria extinta, permanecendo com uma parte da área e com a incumbência de tocar um novo projeto social.

• Calma com a terra

De outra parte, a administração teria liberada uma parte da gleba para ceder ao Poder Judiciário. Mas o prefeito avisa que não basta destinar dois ou três alqueires, porque o instituto não precisa de muita terra para tocar seu projeto e o local não pode ser objeto de operação imobiliária para capitalização do segmento. Quanto à Cidade Judiciária, a CEF e a iniciativa privada estão dispostos a investir.

• O trem pagador

O escritor Renato Martinelli falou ontem sobre uma das ações no período da ditadura em que os membros da Aliança Libertadora Nacional (ALN) tiveram de expropriar bens para financiar a luta armada. Em um dos episódios, no assalto a um trem, Martinelli, cujo codinome era Lobato, participou junto com o ex-ministro da Justiça e atual chefe da Casa Civil do governo Serra, Aloysio Nunes Ferreira, que tinha o apelido de Matheus. Martinelli estava junto com Carlos Marighella, líder da resistência, e Aloysio dirigia um fusquinha na operação.

• Márcio lembrado

Renato Martinelli veio a Bauru para o lançamento da obra em que dá um olhar pessoal, como integrante do movimento revolucionário, sobre a história dos anos de chumbo. Na publicação, ele presta homenagem para o bauruense Márcio Leite Toledo, morto pelo próprio movimento de resistência após o retorno de Cuba, onde, junto com Martinelli, recebeu treinamento para as operações por dois anos.

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