Saúde

As cantinas

Da Redação
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Até a década de 70, a maioria das crianças da rede privada de ensino contava com mochila e lancheira. Na hora do recreio, todos comiam o lanche preparado em casa; geralmente, pão e leite com achocolatado. Com o passar do tempo, passou a ser o maior “mico” o lanche trazido de casa e as cantinas passaram a ter a preferência da criançada, na hora da alimentação.

“Assim, os refrigerantes, os salgadinhos fritos e industrializados, os sanduíches, as bolachas recheadas, os chocolates, os sorvetes e até as pizzas passaram a não ter concorrentes no paladar das crianças”, afirma a nutricionista do Centro Integrado de Terapia Nutricional (Citen), Amanda Epifanio.

Em pouco tempo, já não se vendiam lancheiras. As cantinas passaram a imperar nas escolas, e, como resultado, os estudantes começaram a apresentar sinais alarmantes de obesidade e suas conseqüências, como diabetes, colesterol, hipertensão arterial e transtornos alimentares como nunca vistos.

“Em casa, os pais não entendem o porquê deles não quererem mais comer frutas e rejeitar a comida da família. Tudo passou a ser muito sem graça, frente ao hambúrguer, à batata frita, ao salgadinho. Sem refrigerante, nem pensar!”, afirma Amanda Epifanio.

Diante de tamanho problema, iniciaram-se mudanças na organização das cantinas de algumas escolas da rede privada de ensino. O movimento parece estar ganhando força através da adesão de muitas instituições de ensino e das Associações de Pais e Mestres, que vêm controlando a venda dos alimentos nas cantinas escolares.

Além disso, a rede pública não pode ficar atrás, pelo menos no Estado de São Paulo, onde a Secretaria Estadual de Educação instituiu uma Portaria, datada de 23 de março de 2005, com novas “Normas para o Funcionamento das Cantinas Escolares”, que, entre outras coisas, procura controlar a venda de alimentos considerados deletérios para a saúde das crianças, permitindo a comercialização de itens como frutas, legumes e verduras; sanduíches, pães, bolos, tortas e salgados e doces assados ou naturais: esfiha aberta ou fechada, coxinha e risoles assados, pão de batata, enroladinho, torta, quiche, fogazza assada, entre outros produtos similares.

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