4Cs: Com licença, civilidade, cidadania e cultura
O assunto da minha coluna hoje é etiqueta social e este tema é tão amplo que abrange as atitudes das pessoas como um todo: quanto mais cultura, mais educação estará imperando no mundo. Já diz o ditado: “O conhecimento é a luz”.
Por conta disso, hoje quero repartir com vocês um artigo que li no Jornal “O Estado de São Paulo”, de 8 de fevereiro, precisamente no caderno Paladar, página P6, tecendo comentários sobre o vinho na Bíblia. Essa bebida é citada 521 vezes, segundo o cálculo de Jean de Kederland, na “Histoire des Vins du France”.
Antes, esclareço que respeito todas as religiões, prova disso que já escrevi nesta coluna que um dos tripés que dá estrutura a uma pessoa é a religião, seja ela qual for. Este comentário é cultural.
O consumo de vinho na comunhão era grande, razão de os religiosos plantarem as vinhas junto às igrejas. “Na França do século 6, segundo José Duarte Amaral, autor de “O Grande Livro do Vinho”, todos os mosteiros cultivavam a videira. Não por acaso, esses estabelecimentos desempenharam função relevante na vitivinicultura. Na colheita, as uvas passavam por criteriosa seleção. Os religiosos já sabiam que a qualidade de um tinto ou um branco depende substancialmente da matéria-prima.
Reza a tradição que, no século 17, o beneditino Dom Pierre Pérignon, apontado como o inventor do champanhe, examinava cada cesto de uvas, cheirando-as e descartando as ruins.
Atualmente, o consumo de vinho de missa caiu. Na comunhão, somente a hóstia é ofertada. Poucas instituições religiosas permanecem vitivinicultoras. As sacristias adquirem o vinho de produtores independentes. As normas de sua elaboração são fixadas pela Congregação para o Culto Divino, da Santa Sé. O vinho deve ser natural, do fruto da videira, puro e genuíno, sem mistura de substâncias estranhas”.
Como podemos perceber, vinho é cultura. Através do rótulo de sua garrafa, podemos viajar, conhecendo as variedades das uvas, os diversos lugares de sua produção e as características de cada país. Falaremos sobre os rótulos dos vinhos em outra ocasião e, tenho certeza, vocês concordarão comigo que é um tema cultural e, portanto, importante para quem se interessa por etiqueta social.
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Sei a maneira correta de usar os talheres. Como sou canhota, como devo agir? Posso trocá-los de posição? (Carla)
Resposta: O principal é que você saiba a posição correta dos talheres na composição da mesa. Já que os canhotos(as) são minoria, os talheres serão sempre colocados assim: faca ao lado direito do prato e o garfo ao lado esquerdo. A pessoa canhota pode mudar essa posição, com naturalidade, após ser servida a comida. O mesmo acontece com os copos.
Serei madrinha de casamento e gostaria de saber se preciso mesmo usar uma bolsa. (Ângela Maria)
Resposta: A bolsa é um complemento indispensável. Não sei o horário do casamento, mas nesse tipo de evento usam-se bolsas pequenas. Providencie uma, de modelo clássico, pois assim poderá usá-la em muitas outras ocasiões.
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* Educadora e consultora de etiqueta social e profissional e autora dos livros “Educação e Requinte” e “Com Licença ... preceitos de civilidade e cidadania”
www.educacaoerequinte.com.br