EM BAURU, UM BELO CARNAVAL
O Carnaval foi comandado pelo Noroeste. Ontem, o tema dominante das rodinhas na cidade ainda era a goleada sobre o São Caetano, por 5 a 2. Pelo andar da carruagem, o Norusca tem tudo para repetir ou fazer uma campanha melhor ainda do que a de 2006, quando conquistou o histórico quarto lugar. A partida de sábado foi muito disputada, apesar dos sete gols, e eu jamais acreditava em goleada - até achava que dificilmente os alvirrubros venceriam. Tanto é que antes de sair o terceiro gol noroestino (32' do segundo tempo) o jogo estava difícil, complicado. Mas o time liderado pelo notável Vandinho acabou dando uma aula de futebol, enquanto o técnico Paulo Comelli voltou a acertar no esquema tático e nas substituições. Com Bruno Campos e Luciano Bebê nos lugares de Neílton e Deda, respectivamente, o Noroeste ficou mais dinâmico e criativo ainda. Nesse jogaço, as duas equipes mostraram que têm todas as chances de lutar pela vaga nas semifinais. O Carnaval bauruense continuou sábado à noite, em frente ao Jornal da Cidade. Deixei a redação feliz, por volta das 22h. Afinal, fazia matérias sobre show de bola do Norusca e ouvia aquele som da hora. Parabéns, Fernando, Paulinha e toda a galera do Bar do Português, que organizaram o belo Carnaval da Xingu.
ZEBRA?
No jogo entre Santos e São Bento, o líder e então invicto do Campeonato Paulista, perdeu em plena Vila, para um time que luta para não ser rebaixado. Os sorocabanos fizeram a festa no Litoral, vencendo com justiça. Foi zebra, mas nem tanto, porque o São Bento saiu bem para o ataque e durante quase todo o jogo pressionou bastante, não tomando conhecimento do Santos, que jogou com time completo.
VEXAME
O Alviverde não perdeu, mas o empate com o Rio Claro teve sabor de derrota para os palmeirenses, que viram aumentar o jejum de vitórias no Paulistão. O placar de 1 a 1 não foi zebra - foi vexame, mesmo, do Palmeiras, que não conseguiu vencer uma equipe fraca, mesmo jogando no Palestra. O pior time que vi jogar até agora é o Rio Claro, penúltimo colocado e sério candidato ao descenso. Paulo Baier e sua turma entraram em campo acanhados, nervosos e o adversário deve ter aproveitado esse nervosismo. O Palmeiras segue fora do G-4, ocupando o modesto nono lugar.
O CASTIGO
O Corinthians pressionou bastante, principalmente no segundo tempo, quando Victor, goleiro do Paulista, andou fazendo grandes defesas. O Alvinegro acabou pagando pelos seus erros, tomou um gol no ‘apagar das luzes’ e saiu derrotado em Jundiaí. Mas o Corinthians não pode chorar o leite derramado, jogou com um homem a mais. Com a vitória de 3 a 2, o Paulista se mantém próximo aos quatro melhores colocados. Já o Alvinegro perdeu nova chance de entrar no G-4 e começa a se distanciar dos líderes.
FÁCIL
Mesmo cansado após retornar do Chile - onde jogou pela Libertadores - e enfrentando o forte calor de São José do Rio Preto, o São Paulo ganhou do América por 4 a 2, quando e como quis. O Tricolor assumiu a vice-liderança, enquanto o Diabo Rubro segue na zona de rebaixamento.
DUELOS DO RIO
Vasco x Flamengo e Madureira x América são as semifinais da Taça Guanabara, o primeiro turno do Campeonato Carioca. O Fluminense ficou fora, ao empatar com o Vasco, num clássico emocionante que teve oito gols sábado no Maracanã. O Botafogo é outro grande clube eliminado, ao ser derrotado pelo Boavista de Saquarema, na Região dos Lagos. Vou torcer pelo Madureira, time da capital do subúrbio - e do samba, porque Portela, Império Serrano e Tradição são de Madureira.
MEMÓRIA
Campeonato Paulista de 1976: Corinthians 0 x 2 Noroeste, no Pacaembu, gols de Moises (contra) e Rodrigues. Árbitro: Almir Laguna. O jogo foi mostrado pela televisão e marcou a reabertura do Pacaembu - que ficou lotadíssimo -, depois de mais uma reforma. Público pagante: 44. 970. Corinthians: Tobias; Zé Maria, Moisés, Ademir e Vladimir; Helinho, Basílio (Toninho Metralha) e Lance; Vaguinho, Adílson (Russo) e Romeu. Técnico: Milton Buzzetto. Noroeste: Luís Carlos; Hélzio, Moacir, Araújo e Lelo; Lorico, Nivaldo e Nélson Borges; Rodrigues, Picolé e João Carlos Faccioly (Edvaldo). Técnico: Wilson Francisco Alves.
SAMBA E BOLA
Antes de retornar a Salvador, Vampeta iria curtir o Carnaval no Anhembi, torcendo para a Unidos da Vila Maria. Eu torço para duas escolas: Unidos da Vila Maria, que deu um show na madrugada de sábado, e Vai-Vai, que também arrebentou, na madrugada de ontem. Gosto da Unidos porque minha família - mãe, sete irmãos ... - moram nesse gostoso bairro da Zona Norte, perto do centro e vizinho de Vila Guilherme e Santana. A Vila Maria tem o Terra Brasil (samba de primeira) e é um dos redutos dos jogadores do Corinthians.