• Indefinido
Segue em aberto o posicionamento da Câmara Municipal no caso da fiscalização do transporte escolar em Bauru, após a audiência pública realizada ontem, na Câmara Municipal. Há vereadores favoráveis à instalação de uma CEI, mas há uma parte mais cautelosa e que já pensa em outra reunião do gênero para obter novas informações antes de chegar a uma conclusão.
• Outra crise?
O que certamente a população e mesmo a própria classe política gostariam de estar vendo é um amplo debate sobre as saídas para o problema crônico dos buracos e do asfalto vencido, atração de novas empresas, entre outros fatores que travam o desenvolvimento da cidade. Mas o que se vê é bem diferente: uma nova crise política rondando a municipalidade com a perspectiva de uma CEI.
• Pito no ruído
O vereador Marcelo Borges (PSDB) foi duro com o público que assistia à audiência pública e que, contrariando o Regimento Interno da Câmara, manifestava-se ruidosamente após os questionamentos dos parlamentares. “Não estamos aqui para sermos desrespeitados por funcionários públicos que estão em horário de serviço e deveriam estar trabalhando”, criticou, contrariando quem estava na galeria, entre eles Isaias Daibem, marido da secretária da Educação, Ana Daibem.
• Ordem na casa
Outro que também não perdoou o comportamento do público foi o presidente da Câmara Municipal, Paulo Madureira (PP). Bravo após ter sido apupado pelos espectadores da audiência, Madureira desafiou os presentes a efetuarem perguntas sobre o tema. Ninguém se manifestou. Depois disso, os trabalhos transcorreram com maior normalidade.
• Faria rebelde
No momento mais acalorado da audiência pública, o vereador Antonio Faria Neto (PDT) chegou a iniciar uma discussão com o empresário Helsio Bíscaro, proprietário da Brambilla, que faz o transporte dos alunos. Entre uma estocada e outra, o pedetista colocou ponto final na conversa indicando ser a favor da CEI: “Se essa explicação não será dada aqui, na CEI isso será explicado.”
• Água e vinho
Faria foi até recentemente líder do prefeito na Câmara Municipal. Hoje se comporta de forma beligerante com Tuga e vai dar trabalho aos articuladores do governo que tentam mostrar que uma CEI é um péssimo negócio para todos e, principalmente, para a cidade.
• Quem te viu...
O tom sisudo da audiência pública realizada ontem na Câmara foi quebrado quando um grupo de vereadores reunidos em uma rodinha, que brincou com o comportamento do tucano João Parreira. Considerado o líder informal do prefeito no Legislativo, Parreira adotou tom conciliador na maioria das perguntas aos integrantes da administração presentes à reunião. “Ah se fosse com o Nilson”, brincou um colega.
• Apenas observa
Outro crítico ferrenho de Nilson Costa cujo comportamento também foi mais comedido durante a audiência pública foi o vereador Antonio Carlos Garmes (PSDB). Aparentemente de bom humor e excetuando-se as ocasiões em que conversava com alguns colegas da Casa, o tucano entrou mudo e saiu calado do plenário, pois não fez nenhuma pergunta aos integrantes do governo municipal.