Se a população não vai à Oficina Cultural Glauco Pinto de Moraes, a Oficina vai à população. Pelo menos essa é a idéia defendida pelo coordenador do órgão, Seiko Tokuhara (PPS), ao divulgar a abertura das inscrições das oficinas do primeiro semestre deste ano. Dos 26 cursos oferecidos em Bauru, 17 serão fora das dependências da instituição. Além do Município, 17 cidades da região também receberão oficinas.
Ao todo, serão oferecidas 1.065 vagas para 43 cursos nas áreas de artes plásticas, comunicação, cultura geral, dança, fotografia, literatura, música e teatro. Vinte e um cursos a mais do que os realizados no mesmo período do ano passado. “Aumentar o número de oficinas foi uma determinação de São Paulo, da nova diretoria da Assaoc (Associação Amigos das Oficinas Culturais do Estado de São Paulo). Trata-se de uma experiência”, explica Tokuhara.
As primeiras aulas devem começar no dia 19 de março. Os interessados precisam ficar atentos ao público-alvo e à forma de inscrição, que muda para cada atividade: pode ser por ordem de procura ou por carta de interesse. A maioria dos cursos e oficinas conta com 20 vagas.
Mudanças
Distante do circuito cultural da cidade e adormecida por longos anos, a Oficina Cultural Glauco Pinto de Moraes procura retomar sua atuação junto à comunidade aproximando-se dos bairros periféricos. “A partir do momento que assumi a coordenação, vi que não tínhamos um ponto estratégico para atrair o povo. Como entendo que o dinheiro público é para o público decidimos então chegar até as pessoas”, pontua Tokuhara.
Mas, mesmo com as atividades restritas à sede no ano de 2006, o coordenador calcula um aumento de 25% da participação e freqüência do público desde que assumiu o cargo há um ano. Trabalhando neste ano com praticamente o mesmo orçamento de 2006 – R$ 120 mil - a expectativa do coordenador é de duplicar esse número. “Quero que a participação da população aumente em 70%”, espera.
Com este objetivo, além de sediar atividades, a Oficina vai levar projetos a bairros marginalizados da cultura, sempre em busca da inclusão social e do combate à criminalidade pela arte. “Estamos nos aproximando das periferias por meio dos NAFs (Núcleos de Apoio à Família), além de levar atividades a portadores de necessidades especiais da Lar Escola Rafael Maurício e também aos atendidos pela Casa do Garoto. Isso só para citar alguns”, coloca o coordenador.
Tokuhara ainda enfatiza a finalidade das oficinas no combate às pichações e à prostituição. “Minha idéia é levar o curso de grafite, que será implantado na Comunidade Bom Pastor, para as ruas. Escolher algumas casas pichadas e, com autorização, transformar aquilo em arte. Quer pichar? Venha para a Oficina Cultural!”, convida o coordenador.
• Serviço
Oficina Cultural Glauco Pinto de Moraes está com inscrições abertas para as oficinas do primeiro semestre de 2007. Os interessados precisam se inscrever no local (rua Amazonas, 1-41). Mais informações: (14) 3231-1100.