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Menina de 3 anos é morta com tiro no peito no colo do avô em Mauá

Folhapress
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São Paulo - Uma menina de 3 anos - Vitória Gabrielly Silva de Carvalho - foi morta com um tiro no peito, na madrugada de ontem, quando estava no colo do avô, José Solange da Silva, 55 anos, na porta de casa, em Mauá (ABC). Embora a bala tenha perfurado a criança, não atingiu o avô, que saiu ileso.

À 0h de ontem, o filho de Silva, Paulo André dos Santos Silva, 26 anos, voltava para a casa que divide com os pais - na rua João Zaccarelli, no Jardim Salgueiro -, após encerrar o expediente na pizzaria de que é dono, em sociedade com o pai, no Jardim Vitória, a poucos quarteirões de sua residência. Ao abrir o portão de casa para guardar seu Pointer, ele foi abordado por dois desconhecidos, que o chamaram gritando “ô rapaz”. Lembrou-se imediatamente do que havia ocorrido na noite do sábado anterior, dia 17, quando uma dupla encapuzada rendeu o comerciante e levou R$ 1.200,00 - a renda daquela noite de trabalho na pizzaria - e um telefone celular.

Silva, que já havia saído do carro, se jogou no chão da garagem. Os bandidos então fizeram um disparo. Segundos antes, o pai do comerciante havia aberto a porta da sala, que dá acesso à garagem. Ele tinha ouvido o barulho do carro chegando e quis receber o filho. No colo, carregava a neta. O tiro perfurou o peito da criança, que é sobrinha de Silva - filha de sua irmã Adriana dos Santos Silva, 28 anos.

Separada do marido, Adriana mora na casa dos pais com a filha e o irmão. Ela estava acordada, dentro de casa, quando o crime ocorreu. “Eu ouvi o barulho do tiro e depois ouvi minha filha gritando. Corri até ela, que já estava toda ensanguentada. Corremos para levar Vitória ao hospital, mas ela não agüentou”, contou a mãe, desolada.

No desespero para levar a sobrinha ao hospital, o próprio comerciante chegou a arrancar o portão da garagem com o carro. A criança chegou ao hospital Nardini ainda viva, mas morreu minutos depois. Ela foi enterrada ontem à tarde, num cemitério de Mauá. Os bandidos fugiram, aparentemente a pé, sem levar nada. Silva disse não ter visto o rosto deles, devido à escuridão. A Polícia Civil não se manifestou sobre o caso, que está sendo investigado.

A família desconfia que os bandidos sejam os mesmos autores do roubo ocorrida no dia 17 e reclama da insegurança na rua. Anteontem, poucas horas antes desse crime, houve outro assalto a uma casa na vizinhança. Segundo os moradores, existe um terreno baldio que serve como esconderijo para os bandidos.

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