Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Sem punição

Existem várias formas de o Poder Público (Executivo e Legislativo) estimular ou exercitar a impunidade. Uma delas é colaborar com a manutenção de uma legislação convidativa para quem já não tem muita vontade de contribuir com a cidadania. Outra forma de injetar energia na impunidade é manter um quadro de fiscalização completamente incompatível com o tamanho da cidade e o volume de serviços.

• Vida coletiva

Estamos falando da manchete de hoje do jornal - o matagal em terrenos baldios. O Poder Público contribui para estimular o crescimento do mato e sujeira que invadem os terrenos e, também, a infeliz parcela de cidadãos que não pensam duas vezes para aumentar o lixo nos terrenos e, com isso, não têm o menor interesse em exercitar a vida coletiva. É mais do que hora de entender que o espírito de que o pedaço de terra alheio, do vizinho, na verdade é uma extensão de nossa comunidade.

• Atitude infeliz

Quando a prefeitura se rendeu aos inúmeros pedidos de vereadores, no ano passado, para anistiar milhares de multas por autos de infração, ela, junto com os parlamentares, atuou para estimular a impunidade. O resultado não poderia ser pior: poucos aproveitaram a anistia nas multas e, por outro lado, as mudanças na lei ampliaram as chances do matagal e da sujeira se proliferarem pela cidade.

• Sem muita fé

O secretário de Finanças, Edmundo Albuquerque, comentou ontem em audiência na Câmara Municipal que não está ansioso pela entrada de milhões de reais vindos, quem sabe, de erro de cálculo na conta da federalização relativa ao viaduto inacabado, no Centro. Ele comentou ontem, em tom cético, que espera apenas a redução das parcelas e do que já foi pago pela prefeitura na proporção de 27% do valor total. A ação está na Justiça Federal.

• Outro encontro

O prefeito continua não tendo muita sorte, ou sossego, para seus almoços. Conforme o blog de Pedroso Júnior, o alcaide quase trombou com Olga Coube, anteontem, em refeição em um restaurante na avenida Getúlio Vargas (Comari). O prato teria esfriado repentinamente quando o prefeito se deparou com sua desafeta, novamente. Outro dia, o encontro gerou barraco. O prefeito estava em companhia de Paulo Canalli, garante o blog.

• Batata relator

O vereador José Carlos Batata (PT) foi escolhido por Marcelo Borges (PSDB) como relator do pedido de abertura de CEI para investigar o controle e os itinerários do serviço de transporte escolar pela prefeitura. E o petista opinou pelo andamento normal da solicitação. O membro da comissão Futaro Sato (PDT) requereu prazo para emitir seu voto. Paulo Eduardo (PFL) e Lima Júnior (PP) também vão se manifestar.

• Após cinco anos

O secretário de Administração, Fernando Ferreira Jorge, avalia que podem ser revertidas as decisões judiciais que fizeram retornar ao trabalho de duas servidores exoneradas no início do ano. As servidoras foram demitidas porque tiveram acesso a cargos, há mais de cinco anos, depois de terem pedido para deixar a prefeitura. A readmissão foi aplicada e a prefeitura discute esses atos. Para o secretário, os atos anuláveis não prescrevem.

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