Brasília - O esforço fiscal feito pelo setor público (União, Estados, municípios e estatais) no primeiro mês do ano contribuiu para elevar o superávit primário (receitas menos despesas, excluindo gastos com juros) no acumulado dos 12 meses. A economia passou de 4,32% do Produto Interno Bruto (PIB) em dezembro para 4,79% em janeiro, segundo dados divulgado ontem pelo Banco Central. Em valores nominais, essa economia para o pagamento de juros passou de R$ 90,144 bilhões para R$ 100,535 bilhões.
A meta de superávit primário para este ano é, assim como no ano passado, de 4,25% do PIB. No entanto, o governo poderá abater desse resultado os investimentos feitos em obras de infra-estrutura consideradas prioritárias até o limite de R$ 11,6 bilhões (0,5% do PIB). Em 2006, a economia feita pelo governo foi de 4,32%.
Também no acumulado de 12 meses, o pagamento de juros totalizou R$ 156,025 bilhões em janeiro, contra R$ 160,027 bilhões no mês anterior. Em relação ao PIB, esse gasto foi de, respectivamente, 7,43% e 7,66%. A diferença entre o total arrecadado e os gastos com juros é o déficit nominal, que ficou em R$ 55,491 bilhões nos 12 meses encerrados em janeiro, o equivalente a 2,64% do PIB. Em dezembro, o resultado nominal era 3,35%.