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Lula aproveitará encontro para pedir a redução da sobretaxa ao etanol

Folhapress
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Brasília - O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, disse ontem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá pedir ao presidente dos EUA, George W. Bush, a redução da sobretaxa imposta pelo governo americano ao etanol brasileiro. “É importante para os empresários da área de álcool que essa barreira caia”, disse Rondeau.

Para o ministro, é importante que o álcool se consolide no mundo como uma commodity “e para isso tem de ter um tratamento como o do petróleo, que não tem nenhuma barreira”, disse. Segundo dados do Ministério de Minas e Energia, o álcool brasileiro paga atualmente uma sobretaxa de US$ 0,54 por galão ou US$ 0,14 por litro para entrar no mercado americano.

Rondeau ressaltou que, apesar de o Brasil e os EUA serem os maiores produtores mundiais de etanol - no caso dos americanos, produzido a partir do milho -, interessa aos dois países que o álcool seja produzido em outros países que também tenham condições para isso, como, por exemplo, nos da América Central. Segundo ele, a maior disseminação da produção de etanol ajudaria a transformar o combustível em uma commodity internacional, já que aumentaria a segurança no abastecimento.

No dia da chegada de Bush, Lula disse que os subsídios norte-americanos para a agricultura são “nefastos” para o livre comércio. O presidente deixou claro que entende as pressões internas de Bush, ao cobrar uma igualdade na concorrência.

Parcerias para tecnologias de produção do etanol à parte, o presidente Lula vai aproveitar a conversa de hoje com seu colega dos EUA para provocá-lo sobre um assunto mais vistoso: as praias do Nordeste.

No encontro reservado, em São Paulo, Lula cobrará de Bush investimentos dos EUA na região. “A nossa maior luta em relação aos EUA não é contra: é a favor”, disse o ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia que está prestes a deixar a pasta para assumir a coordenação política do governo, na reforma da equipe prevista para a próxima semana.

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