Economia & Negócios

Educação financeira é tarefa dos pais

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 2 min

Qual o papel dos pais no contexto da falência pessoal dos filhos? A educação financeira, responde o economista Reinaldo Cafeo. Na opinião dele, o tema tem de ser tratado da mesma forma que os assuntos sobre drogas, sexo e outras orientações para a vida.

“O diálogo é fundamental para evitar que os jovens escondam dos pais sua real situação financeira”, ressalta.

No entanto, a realidade demonstra que muitos pais não devem estar seguindo essas orientações. O comerciante Luiz Henrique Moreira da Silva, dono de uma loja de calçados na Batista de Carvalho, em Bauru, comenta que 65% dos maus pagadores do estabelecimento são jovens. “São pessoas que compram no crediário e não voltam mais para pagar ou, senão, emitem cheques sem fundos”, relata.

Em outra loja do Calçadão, os jovens também se destacam entre os mais inadimplentes. O gerente André Ribeiro Miranda conta que já houve casos em que a mãe do cliente teve de cobrir a dívida. “Essa pessoa estava devendo há um bom tempo. O valor era expressivo e, quando a sua mãe ficou sabendo, pagou tudo”, diz o gerente.

Para Cafeo, um suporte financeiro como este só pode ser oferecido depois que a pessoa mostrar melhora no comportamento, ou seja, deixar de comprar exageradamente. “Pais que simplesmente pagam as contas e não trabalham a orientação somente adiam problemas”, acrescenta Cafeo.

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Celular divide preferências

Não é só roupa, calçado, perfume, carro e passeios que levam os jovens ao endividamento. Celular também faz parte da cesta de supérfluos que desencadeia a falência dessa faixa etária.

Conforme levantamento da operadora de telefonia móvel Vivo - divulgado no ano passado -, quase 70% do mercado de celular no Brasil é impulsionado pelos jovens. A pesquisa revela que 35% dos consumidores têm entre 25 e 32 anos e 34%, entre 19 e 24 anos.

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