A onda de roubos a malotes mal perdeu força em Bauru e a polícia já se depara com outra série de ocorrências, também registrada na região. Desta vez, as agências bancárias são o alvo. Na madrugada de ontem, por exemplo, tentaram furtar a agência do Bradesco, situada na quadra 5 da avenida Duque de Caxias, na quarta ocorrência do gênero neste ano em Bauru e a oitava considerando a região.
Diante do problema, o 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPMI), convocou gerentes do banco para discutir o problema. Ontem, 34 profissionais estiveram reunidos para debater o assunto. “Aproveitamos para passar dicas, como por exemplo, observar mais as pessoas que freqüentam o banco e as que apresentam comportamento suspeito”, explica o comandante do 4º BPMI, coronel Pedro Batista Lamoso.
A medida ajuda a evitar, inclusive, os roubos a malotes ocorridos, normalmente, nas imediações das agências. Mas para diminuir a incidência de furto e roubo contra bancos, a PM também alterou o modo como fará o policiamento, acrescenta o major Wellington Luiz Dorian Venezian.
Por questões de segurança, o método a ser utilizado não foi explicitado. Quando os roubos a malotes eram corriqueiros, a PM adotou a operação “Centro Seguro”, que contou com efetivo reforçado.
Somando a tentativa de furto ao Bradesco de ontem, apenas neste ano, a polícia registrou oito ocorrências de natureza semelhante em Bauru e região. Ainda segundo cálculos do JC, quando 2006 passa a integrar as estatísticas, o número sobe para 14 ocorrências em cidades como Bauru, Cabrália Paulista, Iacanga, Pederneiras, Lençóis Paulista e Ubirajara.
Em qualquer caso, o investimento em segurança eletrônica sempre é bem-vinda. Porém, na ocasião do furto à agência da Nossa Caixa da Bela Vista, no período do Carnaval, a polícia havia informado a reportagem que o prédio não possuía alarme, mas sistema de monitoramento por câmeras, utilizado apenas durante o expediente.
Também na época, a assessoria de imprensa do banco informou que agência era dotada de porta com detector de metais e alarme para ser acionado pelos funcionários em caso de anormalidade, além de seguranças que trabalham durante o horário de expediente.
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Quadrilhas
A série de furtos a banco em Bauru não seria praticada por apenas uma quadrilha. Pela maneira como os grupos agiram durante as ocorrências, o titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Silberto Sevilha Martins, acredita que dois grupos distintos estejam atuando na cidade.
Um deles trabalha de modo mais sofisticado e o outro, de forma rudimentar. É possível, inclusive, que um deles venha de outro município para praticar o furto.
“Os casos estão crescendo e preocupando a polícia. Estamos aumentando as investigações e trocando informações entre as DIGs do Deinter-4 (Departamento de Polícia Judiciária-4) para combater essas e outras práticas”, conclui Silberto.
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Licitação
Um representante da Nossa Caixa, que pediu para ter o nome preservado, reiterou ontem que o banco está ampliando a segurança de suas agências. A informação já havia sido transmitida pela assessoria de imprensa após o furto de R$ 20 mil registrado na unidade do Jardim Bela Vista, em fevereiro.
Na ocasião, informaram que a agência passaria a contar com segurança 24 horas por dia, assim como a unidade da Vila Falcão, também furtada. Da cinco agências situadas na cidade, três já foram alvo de ladrões apenas neste ano. O banco ainda conta com mais três postos de serviço. O reforço na segurança, no entanto, depende da conclusão de um processo de licitação.
Ainda assim, o representante da Nossa Caixa ressaltou que o banco adota todas as medidas requeridas pelo Banco Central (BC).
Uma outra medida de segurança adotada pela Nossa Caixa é a de não deixar grande volume de dinheiro nas unidades fora do expediente. O montante seria recolhido em locais seguros, fora das agências, segundo a reportagem apurou. Diante das precauções, o clima entre os bancários é tranqüilo, acrescenta o representante.
O temor espreita funcionários de outras regiões, como São José dos Campos, onde há casos de seqüestro de funcionários. “Mas sabemos que existe um esquema voltado a roubo a bancos”, conclui o representante.