Internacional

Conselho de Segurança chega a acordo sobre sanções ao Irã

Folhapress
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Nova York - Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) mais a Alemanha chegaram a um acordo para endurecer as sanções contra o Irã por sua recusa em abandonar seu programa nuclear, informou ontem Vitaly Churkin, embaixador russo na organização.

“Temos um acordo e em menos de dez minutos apresentarei o texto em nome dos seis”, afirmou, por sua parte, o representante britânico, Emyr Jones Parry, após a reunião dos embaixadores da Rússia, Grã-Bretanha, França, Estados Unidos, China - que são membros permanentes do CS - e Alemanha.

O novo pacote de sanções inclui um embargo de armas e o congelamento de bens de mais 15 indivíduos e 13 empresas ligados aos programas nuclear e de mísseis iranianos.

Sete dos indivíduos são membros da Guarda Revolucionária do Irã e três empresas estão associadas a militares de elite.

Pelo projeto, o Irã será proibido de fornecer, vender ou transferir “qualquer arma ou material relacionado”, e todos os países não poderão comprar armas iranianas.

O projeto não proíbe que o Irã importe armas, mas pede a todas as nações que vigiem e restrinjam o fornecimento de tanques, aeronaves de combate e outras armas pesadas.

Na área financeira, solicita aos governos e instituições financeiras que não façam nenhum acordo de prêmios, assistência financeira ou empréstimos ao governo iraniano.

Não há proibição a viagens, mas todos os países serão solicitados a vigiar e restringir a entrada ou trânsito de indivíduos cujos bens tenham sido congelados.

A entrada e trânsito de qualquer uma dessas pessoas deverá ser informada ao comitê do CS que monitora as sanções. A nova resolução voltará a exigir que Teerã suspenda seu programa de enriquecimento de urânio.

Urânio enriquecido pode ser usado tanto para produzir energia nuclear como para fabricar armas. Em dezembro, o Conselho de Segurança havia imposto de sanções limitadas contra o Irã, por sua recusa em interromper o programa de enriquecimento de urânio.

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Ahmadinejad questiona legitimidade

Teerã - O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, declarou ontem que o Conselho de Segurança da ONU não tem “nenhuma legitimidade” para impor sanções contra Teerã devido a seu programa nuclear, acrescentando que seu país “não teme” novas sanções econômicas. “Hoje os inimigos do povo iraquiano querem utilizar o Conselho de Segurança (CS) para impedir o progresso e o desenvolvimento do Irã, mas ele não tem nenhuma legitimidade entre os povos do mundo”, declarou Ahmadinejad durante um discurso feito na Província de Yazd.

“O que vocês (membros do CS) querem? O povo iraquiano já dispõe do ciclo de combustível nuclear. Mesmo que todos vocês se reúnam e façam seus ancestrais voltarem do inferno, não conseguirão impedir o caminho do povo iraniano em direção ao progresso”, acrescentou.

Ahmadinejad disse ainda que que seu país não teme novas sanções do CS da ONU. “Eles (os países ocidentais) dizem que querem impor sanções econômicas. Nós já sofremos sanções há 27 anos”, afirmou. “Vocês nos impuseram sanções e nós nos tornamos um país nuclear. Imponham sanções econômicas, e verão o que acontecerá”, ameaçou Ahmadinejad.

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