São Paulo - O professor universitário Marcelo Polezzi, 35 anos, foi encontrado morto, no último sábado, no quintal da casa do sogro, em Franca (400 quilômetros de SP). Ele tinha um ferimento na barriga, provocado por uma faca de cozinha.
A polícia trabalha com duas hipóteses: suicídio ou assassinato. Neste último caso, mais provável, a principal suspeita, segundo a polícia, é a mulher dele, a professora R.C.P., 32 anos. A hipótese de roubo também não está descartada.
Segundo a polícia, R. estaria perto de um dos quartos da casa onde os policiais encontraram a faca usada no crime. O objeto foi periciado, mas a polícia ainda aguarda o laudo. O pai de R. teria encontrado o corpo no quintal e chamado o resgate. A vítima chegou a ser socorrida na Santa Casa de Franca, mas não resistiu e morreu.
Na hora do crime, somente os três - vítima, mulher e sogro - estariam na casa. Quando viu o marido esfaqueado, R. entrou em estado de choque. Ontem, ela permanecia internada no hospital psiquiátrico Alan Kardec, sob efeito de medicamentos. A polícia ainda não sabe o motivo do crime. Por causa da internação, a mulher da vítima ainda não pôde ser ouvida.
Hoje, a polícia começa a ouvir os primeiros depoimentos formais, mas não há uma data prevista para R. depor. Marcelo Polezzi era professor de matemática da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul.
Atualmente, ele estava morando com a mulher em Campinas (95 quilômetros de SP), onde fazia doutorado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). R. também trabalha na universidade. Os dois estavam em Franca, no último fim de semana, para visitar os pais dela. Marcelo e R. de Cássia eram casados havia sete anos e não teriam filhos.