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PF desmonta quadrilha internacional de tráfico que lavava dinheiro no País

Folhapress
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Rio - A Polícia Federal desmontou ontem parte de uma quadrilha que atuava em cinco países na venda de drogas e lavagem de dinheiro. Nove pessoas foram presas, duas ainda são procuradas, e 40 mandados de prisão foram cumpridos. Segundo a investigação que culminou na Operação Platina, a quadrilha adquiria cocaína do cartel Vale do Norte, na Colômbia, e transportava, passando pelo Uruguai, até uma tonelada da droga por mês para os EUA e a Espanha. O Brasil era usado para lavar o dinheiro: integrantes da quadrilha adquiriam imóveis de luxo e investiam na compra de empresas de derivados de petróleo. A PF descobriu que, em apenas uma semana, a quadrilha movimentou R$ 40 milhões.

Ontem, foram lacrados oito postos de gasolina no Rio e a Agência Nacional de Petróleo (ANP) recolheu amostras do combustível, porque há suspeita de adulteração. As 92 contas bancárias, utilizadas pela quadrilha para lavar o dinheiro, também foram confiscadas.

O chefe da quadrilha, tanto na comercialização da cocaína quanto na lavagem do dinheiro, é o colombiano Alexandre Pareja Garcia, que há cinco anos mora no Brasil. Ele foi preso em setembro do ano passado no aeroporto de Guarulhos (SP), tentando deixar o País. A PF cumpriu, então, um mandado de prisão expedido pela Justiça uruguaia, onde ele responde por narcotráfico. Ele está detido em Brasília. A Justiça brasileira já decretou sua prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e evasão de divisas.

A prisão de Alex se deu dias depois de a polícia uruguaia apreender 330 quilos de cocaína e prender 24 integrantes da quadrilha. A investigação teve início depois da prisão do grego Angelis Vougaris Angelopoulous com 120 mil euros, em Londres, no fim de 2005. Em seguida, foi feita uma apreensão de 4,2 toneladas de cocaína nas Ilhas Canárias.

Em um trabalho conjunto com a polícia uruguaia, a PF descobriu a ligação de Alex com os dois casos e passou a investigá-lo. Ele comprou no Brasil 30 imóveis e mais um terreno com 14 lotes. Além disso, tinha seis postos de gasolina na Capital do Estado e mais dois no Interior. Adquiriu também a petroquímica Delft, sediada no interior de São Paulo e com escritórios no Mato Grosso e no Rio Grande do Sul. Sua fortuna na América do Sul é estimada em até R$ 100 milhões.

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