Regional

Palha pode elevar a produção de álcool

Por Davi Venturino | colaborou Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Assim como o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Francisco Graziano, o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Região de Jaú (47 quilômetros de Bauru), Francisco Paulo Luiz Brandão, também entende que as queimadas nas lavouras de cana têm que acabar um dia. Mesmo porque, ele explica, a palha da cana queimada atualmente pode se transformar em negócio rentável para os produtores e usineiros.

“Nós vamos poder aproveitar a folha de cana para fazer mais álcool. Dessa forma, além de não gerar mais queimada, a folha será cortada e, na usina, será transformada em álcool. É uma coisa ótima que está sendo estudada e os processos estão em fase experimental, depois entrará em fase comercial”, diz.

Segundo Brandão, o álcool extraído por fermentação do bagaço e da palha da cana é do tipo celulósico, como o álcool extraído de madeira, por exemplo. “Em média, juntando o álcool produzido pelo bagaço da cana e da folha, daria um aumento em torno de 40% a 50% na produção de álcool”, prevê.

O gerente operacional da Associação dos Plantadores do Médio Tietê (Ascana), Élio Pires de Camargo, entende que as pesquisas atuais com a palha serão opção para aumentar o volume de energia renovável, com a inevitável extinção do petróleo no futuro.

Até 2031, a Lei Estadual das Queimadas, de número 10.547, de 2001, estabelece a extinção do fogo nas lavouras. Conforme noticiou o JC na última quinta-feira, Graziano quer antecipar esse prazo. Em matéria publicada sábado no JC, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo julgou constitucional uma lei municipal que proíbe a queima da palha da cana em Limeira. A decisão abre um precedente para que outros municípios proíbam, conforme o promotor Luiz Alberto Segalla Bevilacqua, da Promotoria do Meio Ambiente de Limeira.

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