Geral

Solução é saúde pública

Luiz Galano
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O médico Carlos Alberto Monte Gobbo defende o fortalecimento do serviço público de saúde como alternativa para amenizar a dependência das camadas mais pobres da sociedade a benefícios de convênio de fundo mútuo com funerária. “O poder público faz ‘vista grossa’ para esses fundos porque eles ajudam a amenizar as mazelas da saúde pública. Essa população não precisa de cartão de desconto, mas sim de um SUS bom e eficiente, que responda às suas necessidades. Lançando esses artifícios, você desvia o foco do indivíduo que vai apelar para o cartão desconto, o que é ruim para alcançarmos um status de cidadania que traga mais justiça social”, diz.

Para o conselheiro do Cremesp, a população é ludibriada ao participar desses fundos. “Ele é vendido como um plano para a população mais carente, mas não é. Na verdade, o cidadão vai pagar por todos os procedimentos que procurar”, explica.

“Hoje a consulta médica é o procedimento mais barato na cadeia de gasto que ela vai disparar posteriormente (como exames). Se precisar de internação, o cidadão terá que pagar e, provavelmente, não vai poder arcar com as despesas. O médico ou lavará as mãos, o que seria uma insensibilidade, ou fará uma interação que fere novamente o código de ética, internando o paciente pelo SUS, utilizando o serviço público como extensão de seu consultório”, completa.

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