Gozado, às vezes me pego pensando: será que em pleno século XXI nós não podemos ter o livre arbítrio das nossas idéias?
Sr. José Ramos, será que não houve um pouco de arrogância espiritual de sua parte ao tirar conclusões sobre o desabafo do sr. José Morales?
Penso o seguinte: será que o sr. José Ramos (que nem RG colocou para avaliarmos a provável idade) não parou para pensar que o mandamento máximo da Igreja Católica é “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”?
Analisando preciosa premissa deduzo que se sou fiel, leal, honesta, digna... não são regras preestabelecidas há milênios em cartas magnas ou bíblicas que vão nortear nossos dias. Conhecê-las, sim, mas levá-las ao pé da letra é de uma hipocrisia absurda.
Vivemos, sim, num século que podemos questionar tudo e todos e até Sua Santidade, o Papa. Prove-me o contrário.
Responda com todo respeito à sua pessoa. Será que é lícito quem vive o mandamento máximo da Igreja Católica forçosamente, porque se casou perante Deus e os homens, mas não vive feliz e santamente nele e só permanece para não desrespeitar a santa amada igreja, ou aquele que encontrou sua cara metade, vive de seu suor, feliz, pratica a caridade aos seus e ao próximo, cuida com zelo da união do lar, encaminha seus filhos para o bem e a praticá-lo, vive o Deus vivo e o teme, o Pai Supremo, freqüenta a igreja e sabe que não pode receber Jesus eucarístico porque não tem o dito papel “preto no branco”. Qual seria a sua escolha? Quem é o verdadeiro filho de Deus.
Tenho dito.
Claire Terezinha Rodrigues Nunes - RG 4.852.081