Entrelinhas

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Da Redação
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• Adiou de novo

Em mais um capítulo da “novela” Controladoria Geral, os vereadores adiaram mais uma vez, durante a sessão ordinária de ontem, a votação do projeto de lei que cria uma espécie de sistema de auditoria permanente na prefeitura. O problema é o salário do controlador, que com a gratificação de 100% prevista pode chegar a quase R$ 7 mil.

• E os secretários?

Outro fato que tem “emperrado” a proposta que nasceu na prefeitura é que os parlamentares entendem que o cargo criará mais despesas ao Executivo para uma tarefa - a de controlar os atos administrativos - que já deveria ser exercida pelos secretários.

• Lábios de mel

O vereador tucano Antonio Carlos Garmes foi um dos mais enfáticos ao se manifestar contra a Controladoria. E não perdoou nem o prefeito Tuga Angerami, seu “ex-amigo”. “A coisa emperrou e, do jeito que está, não vai ser aprovado e não haverá lábios de mel que farão os vereadores mudarem de opinião”, disparou Garmes.

• Novos marajás

Garmes chegou a afirmar que a população bauruense estaria entendendo a implantação da Controladoria como mais uma criação de “marajás”. “Para que criar essa estrutura se os responsáveis pelo controle e fiscalização dos atos deveriam ser os próprios secretários? O município não está aí para criar cargos nessa altura do campeonato”, criticou o tucano.

• Outros projetos

Além de adiarem a apreciação da Controladoria Geral, os vereadores também sobrestaram as votações do projeto de lei que reajusta os salários e prorroga a vigência do abono salarial dos servidores da Câmara Municipal e do parecer de ilegalidade a uma emenda apresentada pelo vereador Primo Mangialardo (PV) ao Programa Municipal de Estímulo à Cultura de Bauru.

• Para inglês ver

Em meio ao bombardeio de críticas sobre a atuação da Secretaria de Cultura, assunto que esquentou os debates ontem no Legislativo, o presidente da Câmara, Paulo Madureira (PP), criticou o secretário José Augusto Vinagre. “Não sou a favor da Cultura como ela está sendo tratada hoje e com a verba irrisória que possui”, afirmou...

• Cadê o Vinagre?

... E acrescentou: “Assim é ter uma secretaria só para inglês ver e enganar a população. Cadê o secretário, que tinha de resolver essas questões que estão sendo denunciadas? Cadê os projetos? Cadê a cultura popular”, alfinetou o parlamentar, que defende, ainda, que a pasta seja fundida com a de Esportes, Lazer e Turismo.

• Cultura no centro

A vereadora Majô Jandreice (PC do B) e Primo Mangialardo também abordaram a cultura. A comunista sustenta que Vinagre precisa esclarecer o funcionamento e as regras da pasta e que a classe artística tem de se manifestar para que a cultura chegue a todos os locais. Mangialardo criticou os agentes culturais. “Até agora não recebi as alterações que ficaram de me trazer no programa de estímulo à cultura”, disse.

• Assembleiando

O Sindicato dos Servidores realizará amanhã mais uma assembléia com os servidores para falar sobre campanha salarial. O tom adotado nos últimos dias foi de protesto, diante da decisão da prefeitura de não ceder em relação ao reajuste dos salários. A prefeitura reajustou em 6,21%.

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