Desde o ocorrido acidente do Legacy e Boeing da Gol, em 29 de setembro do ano passado, veio à tona uma ferida na aviação brasileira que era muito bem escondida até aquele momento. Equipamentos obsoletos, poucos controladores de vôo, salários baixos, acumulo de horas de serviço e estress, como se não houvesse mais com que se preocupar, ameaças de prisão caso houvesse motins de greve vindas dos superiores da aeronáutica.Como alguém consegue trabalhar em um ambiente destes? É impossível, mas não na visão da aeronáutica, Infraero e do governo, que prefere cobrar atitudes sem dar estrutura e destinar mais investimentos para que alguma atitude seja tomada.
É interessante ver o presidente cobrar dia e hora para que acabe a crise aérea, não se ouve ele dizer que ira liberar recursos para a compra de equipamentos novos para os Cindacta’s, melhores salários, desvinculação dos controladores de vôo com a aeronáutica, isso ele não diz. Também pra que, enquanto a crise não atrapalhar suas viagens pelo mundo, porque se preocupar com os passageiros que ficam hora nos aeroportos. “Eles são apenas civis que querem o conforto de voar de uma cidade ou Estado para o outro, (isso incluindo o astronauta Marcos Pontos)”, está é a visão do governo para não ter providenciado alguma atitude para amenizar está crise.
E pelo jeito com que o governo anda negociando com os controladores, está crise aérea não vai acabar tão cedo como as filas e o sofrimento dos passageiros que se encontram nos aeroportos do pais e até mesmo em alguns paises do mundo.
Rosemeire Egnes Leite - estudante - RG 41.719.173-X