Política

Sinserm e Emdurb vão ao MPT hoje para negociar sobre greve

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 2 min

O Ministério Público do Trabalho (MPT) promove hoje, às 11h, uma audiência de mediação entre representantes da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) e do Sindicato dos Servidores Municipais de Bauru (Sinserm). O objetivo do encontro, agendado a pedido do MPT, é o de tentar fazer as partes chegarem a um acordo para evitar a deflagração da greve dos funcionários da autarquia, prevista para se iniciar na próxima segunda-feira.

Mas a tentativa do MPT de estabelecer uma conciliação entre a Emdurb, que foi notificada oficialmente ontem à tarde pelo Sinserm da possibilidade de greve, e os sindicalistas não será nada fácil. Isso porque, segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, na audiência a autarquia não deverá oferecer contraproposta adicional ao reajuste salarial de 3,12% que já foi ofertado aos funcionários. Em reportagem na edição de ontem do JC, o presidente da autarquia, Carlos Alexandre Barbieri, declarou que a Emdurb não possuía saúde financeira para conceder aumento maior.

“A empresa procurará demonstrar que o índice oferecido aos servidores é o possível financeiramente, e que está mantido pela administração da empresa. Diante disso, a Emdurb aguarda o resultado da audiência para as devidas providências, se necessário”, ressaltou a nota da assessoria. E, se a Emdurb mantiver essa postura, a deflagração da greve, que poderá afetar seriamente a prestação dos serviços de coleta de lixo, será mantida.

É o que afirma José Roberto Batista, diretor do Sinserm. “O sindicato sempre esteve aberto à negociações e realmente esperamos que a Emdurb apresente uma nova proposta para que possamos apresentar aos trabalhadores na próxima segunda-feira. Caso contrário, não há motivos para voltar atrás na questão da greve”, ponderou o sindicalista. E acrescentou: “Seria estranho a Emdurb chegar em uma audiência com o Ministério Público do Trabalho (MPT) sem algo de novo.”

A ameaça de greve dos funcionários da autarquia se deve em razão do fato dos servidores se sentirem discriminados com a proposta de reajuste salarial feita pela administração, além de cobrarem melhores condições de trabalho. A administração municipal se recusa a repassar o reajuste salarial integral de 6,21% concedido aos demais funcionários alegando que os funcionários da autarquia não têm o desconto da Fundação de Previdência (Funprev). Assim, o governo oferece apenas 3,12% de reajuste e os 21,21% sobre o vale-alimentação, que passou para R$ 160,00.

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