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Deputado vira celebridade após proibição de chapéu

Folhapress
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Brasília - A polêmica em torno do chapéu de couro que utiliza para circular na Câmara tornou o deputado Edigar Mão Branca (PV-BA) uma celebridade na Casa Legislativa da noite para o dia. De anteontem para ontem, o deputado disse que já recebeu mais de 200 e-mails de eleitores, além de telefonemas de apoio ao uso do acessório. Por onde passa, o deputado é abordado por curiosos e jornalistas, rotina antes pouco comum na vida do parlamentar de primeiro mandato.

Mão Branca também recebeu a solidariedade de colegas que assim como ele adotam um estilo diferente do formal. Frank Aguiar (PTB-SP), que utiliza rabo de cavalo, afirmou que a Câmara tem outros assuntos relevantes para discutir, mas admitiu que se a nova norma proibir os cabelos compridos, suas fãs terão que se acostumar porque ele não vai desobedecer as regras da Casa. “Se mandarem, eu corto o cabelo”, disse.

A polêmica se estabeleceu porque anteontem a Mesa Diretora da Câmara decidiu que irá baixar um ato que impede Mão Branca de usar o chapéu de vaqueiro, por considerar um desrespeito a Casa. Até o momento, no entanto, o ato não foi publicado. A reportagem apurou que há uma possibilidade de recuo diante da repercussão do caso, mas não na decisão de obrigar o deputado a dispensar o acessório. A Mesa estaria estudando uma forma amigável de convencê-lo a tirar o chapéu, que não por meio de imposição.

No passado, a Câmara já impediu um deputado de usar bombacha no plenário. No que depender de Mão Branca, no entanto, o assunto ainda vai render. Ele disse que não pretende abandonar o chapéu, mas que se isso for inevitável irá comparecer as sessões de terno e gravata de couro.

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