O fórum A nova Realidade para os Pequenos Negócios reuniu cerca de 1.200 pessoas, entre lideranças públicas e empresariais das regiões de Bauru, Botucatu e Ourinhos. Muitos dos participantes estão entre os 6.905 empresários de Bauru que dispõem de empregados. Outros 10.321 não contrataram sequer um funcionário.
Somando os dois perfis de empresas, elas chegam a 17.226, embora 51.140 estejam registradas na Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp). A diferença de dados tem explicação. Apenas 1% das empresas que fecham suas portas comunicam a baixa. Mas com a Lei Geral, é possível que futuras estatísticas sejam reais.
“Vamos ter dados estatísticos de fundamental importância para analisarmos o contexto”, explica Cris Moreno, presidente da Associação das Empresas de Serviços Contábeis de Bauru (Aescob) e diretor da junta. Empiricamente, ele sabe que o tempo médio de vida das empresas varia entre dois e três anos.
Não é o caso do empresário Nicola Luiz Di Toro Júnior que, há 13 anos, é proprietário de uma padaria em Brotas. Na opinião dele, a Lei Geral também terá um caráter importante no quesito fiscalização das empresas. No entanto, não acredita que a carga tributária possa cair para quem já está no mercado.