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PM convoca reunião para descobrir autoria de atentado em Alagoas

Folhapress
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Maceió - O Comando Geral da Polícia Militar (PM) de Alagoas convocou ontem cerca de 40 policiais do batalhão de Arapiraca (122 km de Maceió) para uma reunião na terça-feira com a cúpula da corporação. O objetivo é descobrir os autores dos tiros de pistola disparados contra a casa do subcomandante da unidade, major Reginaldo de Lima Barbosa, na noite de sexta-feira.

O incidente ocorreu durante o aquartelamento das tropas por melhores salários, iniciado na quinta-feira e encerrado anteontem à noite em todo o Estado. Dois de três tiros atingiram a moradia, mas ninguém se feriu. O comandante de Arapiraca, tenente-coronel Jairo José Sales Eloy, acha que o atentado foi praticado por policiais da unidade, obrigados a desistir do aquartelamento após receberem ordem de prisão. Os cerca de 40 PMs convocados para a reunião são os que mais se envolveram no protesto.

As polícias Civil e Militar abriram inquérito para apurar o ataque à casa do subcomandante. O presidente da Associação dos Cabos, Soldados e Bombeiros Militares do Estado, Wagner Simas, nega o envolvimento de policiais no episódio. Nos quartéis, o trabalho foi retomado, mas o clima de tensão e descontentamento das tropas permanece.

Até as 17h30 de ontem, segundo informações do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), haviam sido registradas cinco ocorrências policiais na capital (roubo, furto e uma tentativa de homicídio), o que está na média, segundo o oficial de plantão.

Na próxima segunda-feira, a categoria voltará a se reunir em frente à sede do governo do Estado, em Maceió, para decidir se retomará o aquartelamento, desta vez por tempo indeterminado, disse Simas. Os policiais militares de baixa patente reivindicam reajuste salarial de 88,5%. O governo deve apresentar uma contraproposta na quinta-feira.

O salário inicial de um soldado em Alagoas é de aproximadamente R$ 850,00, o mais baixo do país. Em março, uma sentença judicial da 17.ª Vara da Fazenda Pública de Maceió reconheceu o direito das tropas de receber o mesmo reajuste dado em 2006 aos oficiais superiores (major, tenente-coronel e coronel), que chegou a 104%.

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