São Paulo - O desempregado Eduardo Carlos de Jesus Costa, 32 anos, morreu na noite de anteontem após a detonação de um artefato explosivo que carregava entre os braços, próximo ao Conjunto Habitacional Jardim Etelvina, em Guaianazes (zona leste). A polícia só conseguiu identificar o corpo de Costa porque ele carregava o RG em um dos bolsos da bermuda azul que vestia.
O rapaz morava em Americanópolis (zona sul). A polícia ainda não sabe o que ele fazia no extremo leste da cidade nem como e onde faria uso do explosivo. Há suspeitas de que o material seria usado como teste para determinar se teria capacidade de destruir a muralha de uma penitenciária. Às 23h de anteontem, moradores escutaram um estrondo seguido de um clarão. Segundo eles, o barulho foi tão forte que disparou os alarmes dos veículos estacionados nas garagens dos prédios.
Costa carregava a bomba quando ela explodiu próximo de uma passagem que dá acesso a um terreno baldio, feita no muro do conjunto habitacional. O corpo do rapaz se desintegrou da cintura para cima. Pedaços do cadáver se espalharam pelo terreno.
Ao examinar o local, a perícia conseguiu determinar que a bomba explodiu ainda do lado do conjunto habitacional. Não foi possível determinar se Costa iria para o terreno com a bomba ou se ele caminhava do terreno para os prédios.
Pedaços de ferro, provavelmente usados na confecção do artefato, foram apreendidos pela Polícia Científica. Exames irão determinar o tipo de explosivo usado. Pelas características do material apreendido, não está descartada a hipótese de que um extintor de incêndio vazio tenha sido utilizado na fabricação da bomba. Costa estava acompanhado quando o artefato explodiu.
Logo depois da explosão, familiares do rapaz receberam uma ligação anônima avisando que ele havia sido vítima de um acidente. “Pensamos que ele estivesse em algum hospital”, disse o irmão, Paulo Henrique, 27 anos, que declarou não saber o que ele fazia ali. Costa não tinha passagens pela polícia.