Integrantes da Sociedade de Amigos da Cultura (SAC) procuraram ontem o JC para fazer um “desabafo” contra as críticas que a entidade tem recebido na Câmara Municipal. Para eles, os parlamentares têm sido “incoerentes” nos questionamentos sobre a atuação da SAC na cidade.
“A lei de estímulo à Cultura, da forma que ela é hoje e vem sendo tão criticada, foi criada em 2003. Os vereadores deveriam ter questionado no momento em que a legislação estava sendo criada. Fazer isso agora é incoerente”, pondera André Zambelo, suplente de secretário da SAC. E acrescenta: “A SAC é uma entidade legalmente constituída e já tem 11 anos de trabalho na cidade. A luta não é de agora.”
Já a tesoureira da SAC, Regina Ramos, destaca que a entidade não é “protegida” pela legislação ou pela Secretaria de Cultura. “O fato da maioria dos projetos que receberam verbas municipais, em 2005, terem sido aprovados para a SAC não significa proteção. É preciso ressaltar que os projetos passam por uma comissão julgadora composta por integrantes da Secretaria de Cultura e dos proponentes dos projetos e que o Vinagre (José Augusto, secretário da pasta) não participa dela”, enfatiza Ramos.
O vereador João Parreira (PSDB), um dos principais críticos da SAC, salienta que os parlamentares não estão sendo incoerentes. “As leis não são imutáveis e, naquele momento, achamos que o projeto de estímulo seria importante. Mas, depois, percebemos que a lei não cumpre a função de democratizar o acesso às verbas e por isso ela precisa ser reformulada”, defende o parlamentar.