Esportes

Hoje, ‘Dia do Goleiro’, noroestino Fabiano festeja data com orgulho

Rodrigo Allegro
| Tempo de leitura: 2 min

Hoje, 26 de abril, é o “Dia do Goleiro”. A data surgiu na metade dos anos 70. Os goleiros, que contam até com um ditado, “onde o goleiro pisa, não nasce grama”, passam o ano duelando contra os atacantes, além de serem chamados, dependendo da ocasião, de frangueiros, adjetivo este repudiado por dez entre dez goleiros.

O Noroeste, conhecido por ao longo dos anos contar com grandes goleiros, entre eles João Marcos, Navarro, Sílvio Luís, Everton, Maurício e Mauro, hoje em dia conta com outro excelente goleiro. Indicado por diversas vezes na seleção da rodada do Paulistão, Fabiano se tornou ídolo da torcida noroestina, após salvar, literalmente, a equipe de derrotas e gols em várias ocasiões.

A relação do goleiro do Norusca com o gol vem de longe. “Minha mãe conta que quando eu tinha três anos eu ficava pedindo para ela chutar a bola para eu poder defender. Não tem jeito, só pode estar no sangue a vontade de querer se tornar goleiro”, relembra Fabiano, que disse que atua no gol desde os oito anos, hoje Fabiano tem 30.

“Eu nunca pretendi jogar em nenhuma outra posição e, graças a Deus, dei seqüência à minha carreira e estou há dez anos atuando como goleiro profissional”, revela.

Sobre a conquista dos goleiros brasileiros no mercado europeu, Fabiano acha que, após Tafarel se destacar atuando na Itália, a posição ganhou mais credibilidade . “Hoje em dia, o goleiro brasileiro tem muito respeito na Europa e isso é muito bom para nossa valorização. É uma posição injustiçada em determinadas situações.”

Essas injustiças a que Fabiano se refere, se resumem ao fato da posição de goleiro ir do céu ao inferno em questões de minutos. “Eu atuava pelo XV de Jaú, em 2003, e numa partida pela Série A3 do Campeonato Paulista, o XV estava ganhando o jogo, por 2 a 1, mas eu acabei falhando no segundo gol e o Marília empatou, levando a decisão para os pênaltis. Eu acabei sendo xingado por alguns torcedores, mas durante a disputa eu defendi duas cobranças e nós conseguimos a classificação. Após o jogo, eu saí de campo carregado pelos mesmos torcedores que me xingaram. Coisas do futebol”, conclui o goleiro do Norusca.

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