Bairros

Epidemia exige cuidados extras com veículos recolhidos em pátio

Ieda Rodrigues e Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

A epidemia de dengue muda a rotina do Pátio Bauru, onde são recolhidos veículos apreendidos pela polícia por infrações administrativas e de trânsito, envolvidos em acidentes e em ocorrências criminais. Com cerca de 800 veículos guardados entre o estacionamento fechado e o aberto, Mário Martins, diretor do pátio, conta que precisa designar um funcionário para fazer a prevenção ao mosquito Aedes aegypti.

“Como muitos veículos são batidos, acumulam água. Por isso, diariamente um funcionário percorre os veículos para retirar água acumulada e aplicar insenticida para matar o mosquito”, diz. Para ele, que está preocupado com a possibilidade do pátio tornar-se criadouto do Aedes, a alternativa é leiloar logo os veículos apreendidos não retirados.

Martins conta que a maioria dos veículos recolhidos no pátio já pode ser leiloada porque está apreendida há mais de 90 dias. “Já relacionamos estes veículos e enviamos a documentação para São Paulo pedindo leilão”, afirma. A Circunscrição Regional de Trânsito (5.º Ciretran) informou que o processo de leilão está em tramitação.

Assim como estabelecimentos que vendem ferro-velho, por exemplo –, o pátio de veículos é considerado pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) como ponto estratégico no combate à dengue. Pela natureza da atividade, o local tem a tendência de acumular água e tornar-se criadouro do mosquito Aedes aegytpi.

Por essa razão, uma equipe específica do órgão visita o endereço, considerado prioridade, informa Flávio Tadeu Salvador, encarregado das equipes de campo do CCZ.

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