Bairros

Para construção civil, população é quem mais produz entulho

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 2 min

O entulho da construção civil é um dos resíduos que mais polui o meio ambiente em Bauru. Por dia, são depositadas em bolsão de despejo na periferia da cidade cerca de 600 toneladas, segundo a Associação dos Transportadores de Entulho de Terraplanagem de Bauru (Asten). Mas para o Regional Bauru do Sindicato da Construção Civil (SindusCon), quem mais polui é a população, não as empresas do setor.

A conclusão é de autoridades ambientais que se reuniram ontem para discutir a “Gestão Ambiental de Resíduos na Construção Civil”, por iniciativa da Regional Bauru do SindusCon. Segundo Ralph Ribeiro Júnior, diretor do sindicato, as grandes empresas da construção civil são responsáveis por 25% do entulho despejado na natureza, enquanto os 75% restantes seriam produzidos pela própria população.

Os grandes vilões seriam a população (com as pequenas reformas), as empreiteiras e as empresas de remoção irregulares. “Além de conscientização, a população precisa prezar pela contratação de profissionais qualificados e formalizados”, sugere. O bolsão de despejo da cidade recebe diariamente 150 viagens de caminhões carregados com, em média, quatro toneladas de restos da construção cada um, diariamente, segundo João Rays, presidente da Asten. “Mas existem muitos que não são associados e despejam em áreas irregulares”, relembra.

Para a diretora do departamento de ações e recursos ambientais e o diretor da divisão de controle e projetos ambientais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), Marina Carboni e Paulo Juarez Rodrigues, respectivamente, tanto o despejo de entulho quanto o de lixo domiciliar são os principais focos poluidores da cidade e o maior culpado seria a própria população.

“Além da população ter que desenvolver mais a consciência ambiental, não jogando lixo e entulho aleatoriamente na natureza, os proprietários precisam zelar pelos seus imóveis e não permitir essa deposição”, destaca Marina. “O principal problema da cidade em termos de poluição seria a deposição irregular de resíduos, principalmente pela população, empresas irregulares e indústrias”, completa, com auxílio Rodrigues.

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Profissionais do futuro

Pensando em diminuir o impacto de seus projetos na natureza, as arquitetas Ana Maria Santilli, 25 anos, e Rachel Savieto, 26 anos, engrossaram a platéia do evento do SindusCom formada por profissionais da construção civil e gestores ambientais de diversos municípios da região.

Suas preocupações revelam o perfil dos futuros profissionais da área. “A reutilização de materiais é uma tendência. Temos que pensar nisso antes do início das obras, reduzindo o impacto ao meio ambiente e ajudando até mesmo a evitar desperdícios”, ressalta Rachel.

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