Brasília - Os analistas do mercado financeiro voltaram a reduzir as expectativas em relação aos indicadores de inflação deste ano. A projeção para o IPCA, que é o índice utilizado pelo governo no sistema de metas de inflação, passou de 3,78% para 3,69%. O dado consta do boletim Focus, divulgado pelo Banco Central (BC).
A projeção está dentro da meta, que é um Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos para cima ou para baixo. No ano passado, em que a meta também era de 4,5%, o índice ficou em 3,14%. Para o ano que vem, o mercado financeiro aposta em um IPCA de 4%.
O BC leva em conta o comportamento da inflação não só deste ano, mas também a do ano que vem, para definir a sua política de corte de juros. No entanto, apesar do controle da inflação, a autoridade monetária tem adotado um ritmo lento no processo de corte de juros. Na última reunião, realizada na semana passada, o corte foi de 0,25 ponto percentual, para 12,5%. Até o final do ano, os analistas esperam que a taxa Selic chegue a 11,25%.
Demais indicadores
Os demais indicadores de preços deste ano também sofreram revisões para baixo. A expectativa para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi reduzida 3,68% para 3,64%. Já a do Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M ) passou de 3,82% para 3,73%. A expectativa em relação ao crescimento da economia está inalterada em 4,1% para este ano, e 4% para 2008. A previsão para o crescimento da produção industrial está em 4% (2007) e 4,4% (2008).
A projeção para o superávit da balança comercial, que é o saldo positivo entre exportações e importações, sofreu um leve reajuste, passando de US$ 40,01 bilhões para US$ 40 bilhões. Os analistas esperam ainda que o dólar esteja cotado a R$ 2,05 em dezembro.