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Em debate em Bauru, Sindicato dos Jornalistas e Fenaj defendem diploma

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

Um assunto ainda polêmico, o diploma para exercer a profissão de jornalista, foi um dos temas debatidos ontem à noite, durante um bate-papo no Automóvel Club de Bauru. Representantes da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), do Sindicato dos Jornalistas, estudantes e profissionais participaram do evento.

Antes, representantes das duas entidades estiveram no Jornal da Cidade. O presidente da Fenaj, Sérgio Murillo de Andrade, defendeu a obrigatoriedade do diploma. “Mais do que a teoria e a técnica, a formação em jornalismo significa o estudo da ética da profissão”, salienta. Andrade também reforçou a posição favorável à criação do Conselho Nacional de Jornalismo. “O conselho não significaria censura. Pelo contrário, ele contribuiria para a ética na profissão”, disse.

Sobre a Emenda 3, Andrade disse que o órgão vai participar de uma manifestação nacional no próximo dia 23, em São Paulo, juntamente com forças sindicais. “Conseguimos reunir várias entidades contra a derrubada do veto do presidente Lula. A aprovação da emenda significaria perda de benefícios como o 13.º salário e férias para o trabalhador”, argumentou.

Em discussão desde fevereiro último, a alteração incluída no texto do projeto da Super Receita a Emenda 3 é polêmica pois permite a contratação de servidores como pessoas jurídicas (para evitar pagamento de encargos sociais) e retira dos auditores fiscais a função de decidir se um contrato de prestação de serviço encobre uma relação trabalhista, passando essa decisão à Justiça.

Andrade é candidato à reeleição na Fenaj e concorre com Dorgil Marinho. As eleições serão realizadas entre 16 e 18 de julho. Em Bauru, o sindicato disponibilizará uma urna para a votação.

Campanha

A equiparação de salário dos jornalistas do Interior com os da Capital também foi um dos temas discutidos ontem, no debate realizado pelo Sindicato dos Jornalistas no Automóvel Club. “O valor do salário do jornalista que trabalha no Interior é 21% menor do que na Capital, mas os gastos com alimentação, moradia e transportes são praticamente os mesmos. Não há razão para essa diferença”, argumentou Murillo de Andrade. (TC)

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